7.11.08

Cotidiano


Todas as manhãs o porteiro aqui do prédio coloca o jornal para mim no elevador, vou lendo assim devagarinho, tomando café, alguns dias comentando notícias, normal, fazemos isso não?

Acontece que nesta manhã fui tomada por um novo sentimento, lendo o caderno Cotidiano, me pareceu um tanto absurdo que todas as manhãs eu leio no caderno Cotidiano notícias como: "Corpo de criança de 9 anos é encontrado dentro de mala.", "Psicóloga é assassinada na Vila Madalena", "Já dura 100 horas o sequestro de Eloá", "Adolescente é queimado por militares."... quantas outras desgraças que já me esqueci das chamadas...

Não, Ok, que é notícia, temos que saber sim que o mundo lá fora está cada vez mais doido e violento, temos SIM que ler isso todas as manhãs para poder tentar ao menos mudar as crianças que ensinamos, mas ler essas notícias em um caderno que se chama "Cotidiano" dói na alma, não dói não?

Sinto que todos nós já nos habituamos a todas as barbaridades do dia-a-dia... é, no fundo, faz mesmo parte do nosso cotidiano, que grande porcaria de cidade, país, mundo em que nós vivemos.

Tô chovendo no molhado? Tô né?!

Acho que nos últimos tempos me falta um pouquinho da esperança que voou da caixa de Pandora, vocês se lembram? Sim, ela soltou todos os males do mundo, junto com eles saiu também da caixa um pássaro, chamado Esperança, ou será que ela fechou ele na caixa?

Meu pássaro da esperança está voando alto ultimamente, meio sozinho, abandonado.

Eu não sei quanto ao seu cotidiano, mas sei que o meu, poderia ser um tantinho diferente!



Ele disse: Who Knows...


Acho que no fundo, eu já sabia


Ele disse: Who Knows


Acho que no fundo, ele já sabia


Agora nos dois sabemos, é agora, é presente, é intenso, é com intenção...


E é pouco tempo


Mas parece tanto...


É por muito tempo


Mas parece pouco


E é de verdade


Mesmo aos olhos alheios parecendo mentira


NEM LIGO


Porque é nosso


Porque somos nós


E mais nada importa!


E nos nossos olhos


Reflexos daquilo que queremos


Silêncio


Nem precisa de palavras


São os olhos


Um nos olhos do outro...


É nosso


Ele disse: Who Knows


Ninguém, ninguém mais precisa saber


Só nós, segredos guardados


Sussurrados


No silêncio do quarto


Só nós...


We Know!

16.10.08


Ele disse que me ama

E nada mais depois disso pode importar

SIM, ele me ama

Sussurrou no meu ouvido

ELE ME AMA!!!!

Disse de novo,

olhou nos meus olhos,

"É isso mesmo, eu amo você"

Não sei se meus olhos brilharam...

Não sei se meus lábios sorriram

Tudo parou por alguns milésimos de segundo!

Ele me ama

E depois disso,

nada mais importa

É a nossa história

Temos todo tempo

Por que....bem, porque eu o amo também

E agora nada mais importa!

14.10.08


O tempo tá maluco
Eu já não quero mais sem ele
Já não sinto mais...só ele
E é dele, tudo o que quiser levar
Esse tempo tá doido mesmo
Nem bem passou o tempo
E parece que o tempo já passou demais
Parece que já foi muito
E é assim mesmo
Só o começo
De um monte de tempo maluco
Doidos...um pelo outro!

27.9.08


Até quando é para sempre?

Parece um tanto drástico não? Um toque de pessimismo apaixonado... Mas não, não é isso não, talvez um pouco disso, mas com algo escondido no fundo...

É o não saber, é o já não conseguir correr mais mesmo se eu quisesse, não quero, as vezes os pés colam no chão, já disse isso, ficam ali, sem saber bem como agir, estática.

E é a saudade constante, mesmo estando presente, é o não querer nem dizer nem: até já.

São as palavras que trocamos que ficam ecoando sem parar, é o sorriso constante que fica marcado no rosto, o coração bate acelerado, as vezes por lembrar, outras por puro e simples medo, esse ainda não me abandonou...

Mas já não posso mais correr...

E as vezes é num futuro incerto em que se encontra meu pensamento, paro, não posso, que um eternamente isso, mesmo entendendo que como dizia Vinícius: "...que não seja eterno, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure."

Hmmm, não, não quero que seja chama, se for, quem sabe um pira olímpica que não se apaga!!! É possível não é? Me diga que é, pelo menos acho que é no que acreditamos.

Vou contar um segredo, mas fica aqui entre nós, só me resta um pé no chão, ainda cravado, mas é só um...

Existiam inúmeros muros de proteção, torres de observação, o coração era um belo forte, muito bem guardado por soldados de um passado nem tão distânte assim, e você foi assim, de mansinho, passando por tudo, sem que nada nem ninguém pudesse impedir... de verdade, agora falta tão pouco...

E imagino, que provavelmente, quando bater na porta do coração, tudo já estará um tanto escancarado, só esperando, mais uma vez, você entrar.

23.9.08


Andando nas nuvens com os pés no chão!

Impossível? Impossible is nothing...

Mas como é que pode não é? Só sei que pode, só sei que é assim que sinto, nas nuvens, com os pés ainda atados ao chão, é só o tempo mesmo pra me abrir os olhos, olha que esse tempo mesmo meio doido têm feito um excelente trabalho, olhos abertos, ouvidos atentos e coração pulsando, dias mais, dias menos, pulsando, dançando conforme esse música que toca, surda e muda.

Me deixando levar, um passo por vez, passos lentos, dias querendo correr no tempo, querendo ver lá dentro o que o futuro me reserva, ah mentira, não quero ver não, quero ver o cada dia, quero sentir a cada instante, e indo assim, como o fogo, queimando por dentro, ardendo por fora, de verdade?

Não queria que fosse fogo não, o fogo consome rápido demais, se extingue, quero mais disso tudo, quero todo dia, por muito e muito dias.

Já se foi um tempo, agora é um novo tempo, e esse tempo eu não quero ver passar, tá bom, tá gostoso assim...

Olhos nos olhos, sorrisos, pensamentos, coisas que nem ouso dizer, não, ainda não, ainda não porque os pés ainda estão atados, amarrados, presos ao chão.

Caminhando nas nuvens, com os pés colados no chão.