28.7.07

DeixarOQueNãoServe

Existem mil coisas na vida que é melhor deixar para trás, roupas que não servem mais, CDs riscados, sapatos velhos, meias furadas, coisas fáceis de se livrar, mas existe uma coisa que é preciso deixar para trás, mas com uma certa dificuldade, os amigos que na verdade nem são tão amigo assim...
O que quero dizer? O que quero dizer é simples, existem amizades que agregam valores, que nos fazem bem, que só por existir já é válido, mas existem algumas pessoas que entram em nossas vidas e por um tempo é bom, mas com o tempo, percebemos que já não vale mais a pena, que é só dar e não volta nada.
Os bons amigos, os de verdade, estão lá, para sorrir ou chorar, beber ou simplesmente ver TV, mas estão lá, e é o que importa, crescem junto, evoluem e falam sobre mil coisas, são amigos dos mais diversos tipos, e cada grupo é um, isso é agregar valor.
O que incomoda, são os "amigos" que acham que você deve sempre estar lá, quando a recíproca não é verdadeira, são os amigos que não aceitam um não, são os amigos que na verdade não são.
Mesmo sendo difícil deixar para trás, é preciso, guardamos na lembrança os momentos bons, esses, provavelmente serão ótimos colegas de copo, de balada, mas não conte com nada além disso.
Então, o que venho fazendo é o seguinte, guardando os bons amigos cada vez mais perto, deixando os que me aborrecem cada vez mais longe, afinal, pessoas novas conhecemos todos os dias, não é preciso colecionar amigos para ser feliz, é preciso sim, conservar os bons, os que valem a pena.

19.7.07


Algo mudou na essência do que antes era apenas casca, cresceu, amadureceu, é novo mesmo já sendo conhecido, ainda meio sem saber do amanhã, um passo por vez, um dia a cada novo dia, talvez seja, desta vez, o para sempre que achávamos ser da última, talvez não, mas desta vez com mais sinceridade, falando tudo no momento de ser dito. Com mais compreensão, mais carinho, talvez seja diferente da paixão que tanto me faz suspirar, mas é algo novo, e não sei onde vai dar.

Ainda sem saber exatamente como é, mas nunca sei mesmo, é um sentimento meio novo, como pisar num lugar seguro, terra firme ao invés de ar, mãos dadas caminhando, sorrindo e falando, novos assuntos, mesmo cheiro, sorrisos, diferentemente do que foi.

Ainda sem fechar as portas, com medo de me sentir presa, uma vez há muito tempo atrás, me parecem mil anos na verdade, me senti como numa gaiola sem portas ou trancas, e era bom, estava lá porque queria estar, mas cada sentimento é um, como me disseram, cada história é única, e provavelmente não me sentirei da mesma forma novamente, tudo é eterno na medida em que dura, são chamas, que apagamos ou não.

Estou tentando fazer reviver essa chama que jurei não mais acender, nunca diga nunca não é mesmo? Mas é assim, a vida nos coloca nos lugares mais inesperados, vou tentar remar conforma a maré desta vez, sem crises, sem tempestades, a tempestade que faz sou eu.

Não sei dos passos, não faço ideia do caminho, ainda no escuro, apenas vivendo, instantes, eternizados na memória, o que será, nem sei, nem quero, apenas indo, desta vez, caminhando.


16.7.07

LágrimasSorrisosETentação




E depois de tudo, um sorriso, doce, ingênuo, um sorriso, simples momento onde tudo é esquecido, um brincadeira, singela, por tão poucos entendida, nossa, e não é fácil, depois de tudo, acordar e lembrar-me de que sorri, simplesmente sorri, saber que depois de tudo, isso também o fez sorrir.


Neste momento me parece que a vida me mostra outros caminhos abre outras portas, prendo meus pés no chão, como explicar que depois de tudo, se pode voltar atrás, viver sem ter aquilo, acontece que a racionalidade não me entra, seria mais fácil entrar, aceitar o pedido, mas depois de tudo, da paixão, do corpo quente, seria morno, e tenho medo de voar novamente para longe e fazer outro coração sangrar.


E são curtas as linhas que me fazem sorrir, relembrar, brincar, provocar, satisfazendo um pouco, nem tanto, mas tem o outro, e as promessas são sinceras, verdadeiras, mas e tudo aquilo que move? A paixão, me disseram, com todas as letras que A paixão é fácil. Só quem a viveu com toda sua intensidade, sabe que não, pois quando a paixão se vai, acaba, parece que falta um pedaço.


Seria eu capaz de viver na calmaria do amor? Sem queimar, sem arder, sem braços, sem suor e vento, sem carne e beijos, braços e lágrimas, lábios e língua... O amor me parece seguro demais, como estacionar à sombra de um velho carvalho, não quero segurança, quero vento, vendavais e tempestades, trovoadas, sentidos plenos, olhos fechados diante do salto, abrindo ao cair, quero isso, coisas que me movam.


O amor é seguro demais, posso eu me acostumar? Perderia tudo o que sou, o que me move e faz viver. Será que sou eu quem confunde o que é o que, ou vagarei pela vida de paixão em paixão, fugindo como o diabo da cruz do amor, entendo eu o que é amor?


Não há como comparar são sentimentos tão distintos o que sinto neste momento, mas me prendo ao sorriso, algo precisa acontecer logo, tão logo seja tarde demais, que não saberei nem mais, como já não sei explicar.


Talvez nem um nem outro, algo novo, uma nova coisa, qualquer coisa, que me faça sentir, essa confusão de nomes e declarações, de opções e soluções. Deste momento em que tenho que escolher e não quero, a vida que me leve, me deixe viver momentos, não quero tomar mais decisões do que as que já tomo diariamente, ainda mais esta que pode ferir um outro ser.


Me prendo ao sorriso, as vezes acho que ainda acredito, as vezes ainda quero mais ver, braços, mas não devo, não sei, e foi no exato momento em que as flores já faleceram, algo brotou da terra, tão frágil, tão novo e tão conhecido. Das cinzas, uma pequena chama, e me parece consumir, mas pequena, ínfima perto de tudo que já queimou, que me afasta da calmaria, mas me afasta da calmaria.


Um Chinfrim um dia me disse: descobri que amo, eu não entendi, como se troca tudo o que foi, por algo tão calmo, sem fogo, hoje entendo menos ainda, pois chegou o meu momento de virar as costas para a paixão, e eu não sei se quero.


Algo desse ordinário ainda vive em mim, desses momentos intensos, que me fazer flutuar, trocaria o céu pelo chão? Andaria eu por caminhos comuns, perderia minha essência, que é voar.


Ainda confusa, entre o céu o mar...




14.7.07


Olhos abertos antes de adormecer, pensamentos, coração acelerando, acelerado, ouvindo apenas as pulsações, coisas deixadas para trás, por puro descaso de simplesmente não estar afim, tantas coisas que me esqueço diariamente, farei farei, farei, o quê, não quero, nem sei mais.

Afazeres diários que me cansam por não querer o cotidiano. O todo dia me cansa, sempre as mesmas coisas, rotinas que me prendem e coleiras visíveis, olheiras, olhos fecham, sono vêm, nada mais do que o mesmo de ontem, o mesmo papo, a mesma história, explicações que não quero dar, nem mais ferir, pois o é todos os dias quando digo não, não agora, não sei se depois...

Seria mais fácil dizer sim, voltar àquela velha rotina, apenas sorrir, fingir ser feliz? Não posso, negaria quem sou e seria eu a fechar as algemas de minha vida, pulso cortados, querendo fugir, os braços doendo, forçando um momento de partir, não seria eu se dissesse sim, nem em mim, morreria, tudo, tudo o que sou, não sei se o momento voltará, neste instantes, nesses dias, não acredito e nem quero pensar.

É bom, o reencontro, estar perto, nem tão perto, entende? É uma linha tênue entre dois mundos e não quero ultrapassar, mas acontece que a alma, bichinho engraçado, quer um pouco, mas nem tanto para abrir todas as portas novamente, então me prendo, digo não, e parece mentira e não sei explicar.

Porque é o querer fazer parte mas nem do todo, pois me parte, então confundo, confusa, sempre assim, e aí confundo, os olhos que buscam e vêem apenas o que querem ver, não ouvem as palavras que explicam mais que a alma, ao menos neste momento, onde tudo parece incerto e não sei nem quero responder mais a estas perguntas, nem mais falar nesse assunto, que me irrita, me enche, me deixa arredia.


CalarMe


Não, eu não precisava dizer, minha natureza escancarada o faz em silêncio, conta nos olhos, se o faço através de palavras é para meu puro deleite, me irrita ter de me explicar quando não quero, as palavras me saem um tanto atrapalhadas, engasgadas, ferindo e cortando, querendo sem querer, as vezes é necessário dizer muito mais de uma vez, o que me cansa, me tira do prumo e grito.

Mas existem pessoas que não nos pedem explicações, gosto dessas, das ironias sarcásticas de teus risos e sorrisos de lado, dos olhos com brilho de quem sabe entender, gosto dos jogos não ditos, e quando ditos tanto mais têm a esconder em suas sinceras verdades ditas entre olhos que mentem.

Esses jogos perigosos, de contos mal contados, bem vividos em mentes, corações, almas e sentidos, esses jogos não tem fim nem meio é só princípio, infinito em si mesmo, a corda estica, estanca, soa, fina, não rompe, puxamos, é um jogo, cada vez mais um pouco, não me canso, me intrigo, mistifico, desvendo e cada vez me perco mais.

Gosto, desse gosto proibido, não dito, é o perigo, o que mais me atrai, sem cheiro, mais disso, não é o mesmo, apenas o começo, mais uma vez, do mesmo lugar de onde partimos, brincando, mãos ao fogo, queima arde e quero mais.

Não fujas, nem finjas, gostas disso tanto quanto eu, o perigo, que sai do lugar comum, que convida para a vida, nem minha, nem sua, está aí, para ser vivida, são apenas lapsos, momentos em que se pode escapar, apostando fichas, sem ter como pagar.

Ficaremos em divida, mas há tempo, o tempo cobra, com juros, então joguemos, brincaremos com a vida, apostaremos com o fogo, deixaremos arder, mesmo em palavras, meras provocações que fazem apenas arder de longe o coração frio.

Fecho os olhos, me deixo sentir, suspiro, pescoço, lábios, suor e sangue, braços, mãos pernas, corpo e desejo, gosto, cheiro, tesão e paixão. Mas é pouco, quero mais, calaria-me, se fosse capaz, mas não seria eu, quero mais, olhos negariam?

Negariam? Diriam que não?Resistiriam? Os meus os ou seus?

12.7.07


A doçura de um momento roubado, um amor destonado, perguntas que não querem responder, instantes que não querem ceder, as dúvidas e são muitas, os olhares poucos para tanto tempo, o não saber mas ter certeza do amanhã, ou não.

Respostas vazias, sem o querer confirmar, pois do amanhã, nem meu destino pode confirmar, continuamos na corda bamba, sem pender para lá ou para cá, nos olhos apenas a certeza de um dia chegar do outro lado, que lado? É mesmo o que quero? Caminhando sem juízo, querendo encontrar um destino já perdido, nada aqui dentro, nem dor, nem sofrimento, talvez momentos de pura fantasia, cores escondidas, por trás de tanta purpurina.

Alguns momentos voltam, tão rápido quanto se foram, mas são apenas minúsculos instantes, sem fundamento algum, apenas não deixando esquecer o que já foi esquecido e perdido, mas existiram passagens, que não quiseram dissipar e por noites que me pareceram intermináveis, atormentaram meus sonhos e pesadelos, e lágrimas escorriam, nessas noites, pensava nunca mais poder encontrar, nada igual, hoje apenas a certeza de que embora nada possa comparar, outras ainda surgirão, talvez com mais ou menos intensidade, talvez com mais ou menos paixão.

Me pego de novo, envolvida em palavras que jurei não mais proclamar, envolta em pensamentos em lembranças em momentos...talvez, talvez ainda sinta algo, talvez ainda lembre, mas não quero, já morreram todas as flores, faleceram, de morte morrida, não matada, em seu próprio tempo, tempo, coisinha gozada, o tempo, correndo em seu próprio momento.

Um dia, tão logo me permita a vida, também irão as flores do meu próprio jardim, não deixando nem semente, apenas lembranças, nem doces, nem amargas, apenas lembranças, memórias sem gosto, sem cheiro nem cor.

Eu e meus devaneios, perdida no que ansiava em dizer no começo, me esqueci, já não têm importância, eram apenas palavras, que puxaram outras, dizendo coisas, fazendo lembrar, apenas lembranças, nada mais.

9.7.07


Cantar, berrar, descabelar, bem alto, rindo, com os melhores amigos, pagando mico, todos juntos, sem perder o ritmo, perdendo a voz, os sentidos, o prumo e o mito, bebendo comendo, sorrindo, sem neuras, sem escrúpulos, sem máscaras. Nós, apenas nós, sendo apenas o que sempre fomos, divertidos.

Até amanheceu e só parou quando os olhos fechavam, quando não se podia mais falar, não havia voz. Faria sempre, faria com vocês todos os dias, sendo assim, ainda teremos muitos outros, mais do que momentos, muito mais que instantes, uma vida.

Porque quando é assim, é para sempre. Obrigada meus amigos, meus amores, meus irmãos, por mais uma noite daquelas, onde o chão todo é jaca, e enfiamos os pés de salto e tudo.

Obrigada meus companheiros, por serem sempre o sempre fomos, muito mais do que amigos, muito mais divertidos, sempre.