11.12.13

CaminhosCaminhadaCaminhante


Somos todos caminhantes da vida, do mundo, do espaço, do tempo, caminhamos eternamente, mesmo sem saber direito para onde estamos indo... Ou será que sabemos? Será que alguma parte de nós sabe? A alma sabe, né?! pelo menos, eu espero que sim, afinal de contas, já pensou se estivéssemos caminhando a esmo, indo para lugar nenhum, sem objetivo, sem rumo, sem prumo...
Eu, ultimamente ando refletindo muito sobre essa história do caminho, confesso que não gostei muito do rumo dessa reflexão, estava eu, numa praia linda, sentada numa pedra, entre o mar e a floresta (pois é, pode morrer verdinho de inveja...), papeando sobre a vida com uma amiga incrível, quando chegamos nessa coisa dos caminhos, qual o nosso caminho nessa vida, o que viemos aprender... porra, pensamos na minha vida, em tudo o que é recorrente nela... cara, eu vim para aprender a ser sozinha, a me virar sozinha, a compreender a fazer por mim, sem esperar do outro, sem atrelar à outro a minha felicidade...
Tá, eu sei que já falei sobre isso no blog, que saio sozinha, que me viro, que sou mais eu, tá, sou mesmo,  mas nem todo dia né?! Tem dias que sou manha, que quero colo, que quero amigos, que fico sozinha e choro, que me sinto criança abandonada na porta da igreja sem ao menos saber se existe Deus...
Essa coisa do abandono, isso é meio recorrente na minha vida (não estou reclamando, não tenho traumas, estou apenas analisando fatos, mãe, por favor, não surte!!!!!!) pais separados, meu pai, que eu adoro de paixão, não somos assim, super hiper presentes na vida um do outro, minha mãe foi embora do Brasil, assim, no susto, já perdi todos os meus avós e um tio (morte conta como abandono SIM), esse mês vai fazer 6 anos que uma das minhas melhores amigas acabou com sua vida, alguns homens me abandonam assim, do nada (um monte deles depois me diz que nem ao menos sabem o porquê... é deve ser uma força além da compreensão, hum hum ) e tem também os outros homens tantos que eu abandonei, que faço minha mala e vou, também sem muita explicação...
Será que a explicação é isso, é esse desejo da alma de ficar só, de se saber inteira sem outro... 
Aí, outro dia me vejo abandonando de novo, largando tudo no meio, precisando correr para minha caverna, sem saber o porquê, estava lá eu correndo, fugindo, quando vi, eu já tinha ido...
Eu não sei se gosto dessa coisa de ficar sozinha, quer dizer que vou ter que ficar sem paixões? Sem amores? Sem amigos? Ah, porra, não sei se quero isso, não...
Ou será que o que eu tenho que aprender é que preciso primeiro saber estar comigo mesma, sem depender de mais ninguém para ser feliz? Como isso funciona realmente? Ah isso tudo é muito confuso pra mim... essa coisa dos nossos caminhos, dessa escola que é a vida, cadê o professor para dizer se a prova tá certa? Se pelo menos a linha de raciocínio tá indo numa boa direção? 
Eu as vezes me sinto andando em círculos, as vezes acho que não estou chegando à lugar nenhum...
Mas vou assim, caminhando, indo, procurando caminhos, caminhante da vida, uma hora eu acho um caminho...

5.12.13

DasDificuldadesDaVida

Uma das coisas mais difíceis que aprendi nessa minha jornada de vida foi a enfrentar a vida, enfrentar as coisas de cara limpa, com a verdade, quando temos razão e mesmo quando não temos o importante é ir em frente, não fugir, dar a cara à tapa! Não é fácil, pelo contrário, dói, nos sentimos sozinhos, temos medo, achamos que não vamos dar conta de enfrentar o mundo, de enfrentar pessoas, de enfrentar problemas...
Mas damos, damos sim, no fim, saímos fortalecidos, mais conscientes de nós mesmos.
Acredito que na vida fazemos escolhas a cada segundo, escolhemos que caminho seguir, que amigos manter, que amores guardar, que memórias lembrar, que lutas lutar e quais, simplesmente, deixar para lá... 
Eu, particularmente, tenho um jeito de lidar com algumas coisa, e sou assim desde pequena, não ligo muito quando é comigo, sigo a vida, vou vivendo, falem falem falem, não ligo, vou seguindo, mas, mexeu com amigo meu, é quase pior que mexer com a mãe, viro bicho, jogo a mesa, arremesso garrafa... Se é certo ou não, não me cabe, não ligo, tenho pra mim que uma das coisas mais importantes nessa vida é a lealdade.
Não é fácil ser leal, e leal em tudo, leal com amigos, leal com o que sentimos, leal na hora de devolver um troco a mais, leal em admitir um erro, leal consigo mesmo...
Olha lá eu, para variar, passando de um assunto para outro...
Na verdade esse post era para ser bem específico, é para um amigo, um pedido, uma súplica, seja bravo, vamos, lá, tô do seu lado, vamos enfrentar isso juntos, você não tá sozinho...
Mas é difícil quando o outro não quer ouvir, quando parece não ter forças, quando o outro desiste. PORRA meu, pra tudo nessa vida tem solução, menos para a covardia, quando somos covardes com as situações em que nos metemos, elas vão nos perseguir para o resto da vida, como assombrações no pé da cama, são monstros que moram no nosso armário e que nos visitam todas as noites quando fechamos os olhos!
Tudo nessa vida passa, o tempo (ah, lá vou eu com o tempo...) o tempo vem caminhando, a passos lentos, caminhando no bosque, mas uma hora, quando menos esperamos ele passa, tudo se vai e vira memória, isso quando enfrentamos, quando estufamos o peito e dizemos, tá certo, bora lá, venham , estou pronto, estou seguro, estou seguindo! Isso é que é o tal do "ligar o foda-se", é seguir tua vida indiferente das adversidades, todos temos coisas, problemas, quizilas, rusgas, trecos, enfim, todos temos coisas e monstros para enfrentar diariamente, e fugir, não soluciona problema, apenas adia o inevitável, as lições que temos que aprender nessa vida, aprendemos, cedo ou tarde, do jeito fácil ou do difícil!
Sim, enfrentar é difícil, assumir erros é foda, descobrir os inimigos (os declarados e os não declarados), enfrentar as intrigas, seguir de cabeça erguida, é foda, é doído, mas é rico, é lindo, saímos vivos, prometo que saímos vivos. Vamos lá amigo, me dá tua mão e vamos seguir, prometo não te abandonar no meio do caminho, vou estar aqui, vou estar do teu lado, vem amigo, fica, não foge,  vamos juntos, acredite em mim, entre mortos e feridos, passaremos vivos!








1.12.13

EuQueroDaVida


Eu quero na vida gente que não tem medo de errar, quero aliás gente que erra pra caralho e sabe rir dos seus erros, cansei de gente fingida, gente sem cara, sem cor, sem vida, cansei desse gente feita, construída! Quero mais dessa vida, quero sorrisos jogados, passos tropeçados, danças sem ritmo! Quero uma vida mais leve, quero mágica no olhar...
Eu quero mais, muito mais dessa vida!
Tô querendo rir mais, ser feliz mais, ser alegre mais, quero MAIS e pronto, mais de tudo, mais de sonho, mais de vontade, mais de desejo, mais de lágrimas, mais de amigos, mais de noitadas, mais de livros, mais de piadas! A vida é muito curta para carrancas, caras fechadas, mentiras lavadas e gente sem graça!
Aí eu travei, porque, afinal, isso que eu quero, penso eu, todo mundo quer também, então, estou eu aqui chovendo no molhado? Ou será que na verdade eu quero mesmo é tudo errado?
O que eu quero do mundo não cabe nas mãos, escapa dos braços, é bem mais que dois passos, é preciso um bocado de desejo, é preciso saber ver o mundo com outros olhos, amar a diversidade dos tons de verde do mundo, é saber olhar as beleza de cada coisa que se encaixa e faz parte desse tudo que somos nós, eu, você e mundo!
E lá estou eu confundindo alhos e bugalhos, falando tudo meio aos pedaços, procurando algo que não sai de lá de dentro, tem alguma coisa presa, e eu não estou sabendo tirar, fico aqui, batendo teclinhas, indo e vindo, deletando e pensando e a coisa tá engasgada, presa...
Quero falar de um sorriso, um sorriso garoto, maroto, besta, um sorriso solto, foi um sorriso que despertou esses desejo do erro, do mais, de mais... Foi um sorriso assim, sem jeito que me fez de novo lembrar do tempo que eu não tinha hora pra chegar, foi um sorriso que despertou de novo esse desejo do novo, de novo querer mais que o olhar.
Foi esse algo que eu não sei explicar que hoje me fez querer fazer mais no mundo, querer olhar meu tudo e replanejar.
Hoje acordei assim, sorrindo um sorriso que eu roubei, hoje acordei assim, cantando, pássaro novo, voando feliz, acordei alegrinha, com desejo de mais, hoje tô assim, tô mais de mim...

28.11.13

FofocaBoatoBuxixoFalação


Fofoca é feio, falo essa frase ao menos 100 vezes por dia, sem exagero, "mas professora, o fulano tá com chiclete, a beltrana pegou o giz..." Não quero saber, não perguntei!!!!!
Fofoca é feio, mas faz parte do dia a dia do ser humano, fofocamos como comemos, dormimos, peidamos e cagamos, sim, porque não fazemos só coisas bonitinhas....
Seria a fofoca a cagação da boca? Ou ainda, seria a cagação do cérebro ou da imaginação? Não importa...
A fofoca tem sempre por objeto uma pessoa, minto, geralmente mais de uma, fofoca envolve, geralmente, no mínimo, dois indivíduos, dois indivíduos tratados como objeto passivo de um assunto,  sim, passivo, pois objeto apenas executa uma ação, não pensa, não sente e não tem história. O poder da fofoca é ilimitado, visto que somos seres que nos importamos com a boca pequena... Pera, você se importa? Será que deveríamos mesmo nos importar? A resposta óbvia é: Um bom e categórico, Não!!! Mas nos importamos, eu me importo, me importo pois sei que a fofoca fere, fere todos que se envolvem nessa história, os que não tem direito de defesa, os objetos passivos das línguas ativas e cérebros ociosos...
Sim, porque ao meu ver, a fofoca nada mais é que a literatura do inculto, do ignorante... Ah desculpa, você fofoca? Porra meu, vai ler um livro, um bom escritor é também um bom inventor de fofoca, aliás, ele é tão bom que não trata seu objeto de fofoca como passivo, não, o obejto da fofoca é muito ativo, ele sente, ele pensa, ele reflete, existe uma razão para cada escolha do objeto, o bom autor fofoqueiro nos mostra todas as facetas do objeto da fofoca, vamos lá, quem nunca em algum momento entendeu o motivo do bandido, apoiou o marido que traiu ou mesmo a mulher que matou? Claro que nos identificamos com esses personagens, afinal, que atire a primeira pedra quem não tem teto de vidro!
Todos temos, todos já erramos, mas melhor falar dos outros que olhar pro próprio umbigo!!!! 
Quer saber, me cago pra vida alheia, não, mentira, não me cago não, admiro, as vezes me pego olhando o mundo, olhando em volta, olhando pessoas, me pego pensando "caramba, cada serzinho desse tem uma vida, uma família, uma história..." É muito mágico pensar que cabe tanta história no mundo, tanta vida... Fico sempre aqui no Blog euzando, mas me esqueço do outro, mesmo nossos amigos mais chegados, sabemos da vida dele, damos palpites, falamos, mas não sentimos, então, como falar do outro sem vestir sua pele, andar seus passos, sonhar seus sonhos e arfar seus desejos?
Fofoca doi, fofoca mata e destrói, fofoca é arma letal em mãos incompetentes. 
Alimetamos a fofoca diariamente, adoramos, não diga que você é diferente, nunca leu uma manchetezinha de jornal dizendo que fulana se separou de beltranos e que o pivô da separação foi o ciclano? Nunca leu capa de revista de "famosos" na fila do mercado? Ou ainda, não adora uma boa trama de novela? Porque, pensando bem, novela nada mais é do que uma grande janela para a vida alheia (mesmo que fictícia) onde ficamos especulando o que vai acontecer com quem...
Me pego agora pensando, a novela nada mais é do que a escola de todo fofoqueiro!!!! Pronto, me convenci, vou para com a novela e viver, parei de querer saber dos outros, parei com essa merda toda, eu parei, e você?

24.11.13

EuVocêEAsPalavras

Hoje não tá saindo nada, embora o desejo de escrever esteja na ponta dos dedos, no pulsar do coração, no choro engasgado, nas perguntas roubadas e reprisadas. Eu paro, eu penso eu falo, eu volto eu deleto e reescrevo, eu respiro, eu fungo, eu rezo, eu sento, eu choro, eu espero...
E pensar em tudo só me deixa mais confusa, eu talvez não entenda nunca o que foi que aconteceu, se fui eu quem imaginou uma história, se foi você quem criou uma memória, eu não sei, eu não sei, eu não sei..  E eu tô aqui tentando não falar em você, não falar pra você, mas os dedos me enganam, o coração reclama e me pego escrevendo, esperando que talvez você leia e perceba que existe algo, ou que quem sabe me diga que não, será que você já disse e eu não quis entender? Será que entre as linhas já ditas tinha algo que eu deveria entender? Será que eu deveria interpretar quando nossos olhos se cruzam, naqueles segundo em que não desviamos o olhar, que sorrimos cúmplices, o que disso tudo eu deveria entender?
E eu fico aqui, nessa angústia, será que eu te espero? Será que me agarro naquela ideia maluca de que você ficou com medo e fugiu, de que um dia você vai entender que se você fosse aquele que eu conhecia, aquele cara bacana que ria comigo, que aquele me basta? Que aquele é o que eu quero e que pode sim dar conta de mim? Mas se você não for ele, se for esse bosta, esse babaca idiota aí eu não quero mesmo, não...
O problema é não saber quem você é, o problema é não saber te decifrar...
Hoje eu tô assim, cansada de você, de saco cheio dessa história sem pé nem cabaça que nós fomos inventar, hoje eu tô virada, tô agoniada, tô com ressaca de você, hoje eu tô assim, tô desesperada por uma resposta, tô de saco cheio, tô querendo jogar você pro alto e fingir que foi tudo um sonho bem bom, mas que agora eu acordei e a vida segue, uma hora vai seguir e se você não virar realidade, um dia vai virar só palavras, registradas num blog, contadas por dedos cansados, por olhos marejados e por um coração que só se soube doar, doer, uma hora você vai virar mais uma história, dessas que eu gosto de reler, dessas que me fazem sorrir e saber de tudo o que eu vivi, uma hora vou te reler aqui, uma hora posso te reler pra mim. Agora, se você vai ou não estar aqui, não depende mais de mim...

23.11.13

AsasEAmarras

Fui, fui porque tenho asas nas costas e não amarras nos pés, corri pois a necessidade do vento me fez partir, fui, pois o coração pedia e a mente apenas obedecia, fui pois chegou em um momento em que a dor era demais...
Fui, fui porque coisas e pessoas as vezes me cansam e quero a solidão da minha cama, fui, fui porque o álcool que antes me fez dançar agora me fazia chorar...
Fui, mas deixei um pedaço para trás, fui sabendo que plantei uma semente, fui sabendo que embora todo torto, um dia o tempo volta, fui com a certeza que ganhei um amigo, fui, sabendo que uma hora encontro o caminho.
Fico, fico porque acredito que aqui precisam de mim, fico pois minha felicidade mora nos olhos das minhas crianças, fico porque o pôr do sol da minha ilha me enche de alegria, fico porque aqui quero criar raízes, fico, porque sei que é aqui que algum dia eu vou criar minha família, fico porque é aqui que meu coração fez moradia.
Mas entenda, as vezes, só as vezes preciso correr, as vezes eu não quero explicar, só ir. 

17.11.13

OTempoEADor


Por que a dor não dura muito, é só um jeito do coração dizer que está vivo, que sente, pulsa, vibra, que chora derrete e passa, que é inteiro mesmo sendo parte, que é inteiro mesmo aos pedaços, que é remendo do que já passou e retrato do que ainda virá.
Olha eu abraçando o tempo, deixando o tempo passar, curtindo uma fossa que logo vou abandonar, olha eu cutucando a feriada, arrancando a casquinha e fazendo sangrar, não seria eu se não fizesse doer antes de dar adeus, não teria graça se eu não pudesse contar rindo dos dias que passei fingindo, lágrimas por trás de sorrisos, desejos por trás de olhares. 
Mas como explicar essa calma? Estou serena, calma, tranquila, não sei o que me espera do outro lado da avenida, não sei se existem curvas ainda no meu caminho, estou caminhando, não quero correr, seria apatia? Estou, eu, passarinho tranquilo, olhando a vida passar, cantando fininho, esperando o dia chegar, não sei o que o amanhã trará, mas estou, eu, pássaro sereno, calmo, cantando pro tempo, olhando pro vendo, vendo o dia clarear...
As vezes eu olho pro lado, não há nada, nem sei que quero tenha, sou pássaro ferido, nunca deixando de acreditar, sou moça sofrida, que nunca parou de sonhar, sou senhora da vida, que a vida ensinou a não para de caminhar.
Eu as vezes ainda creio nas mentiras que quero crer, ainda finjo que me engano, olho pro alto e digo, hum hum, e sigo sabendo, fingindo... nem sei....
 E sigo tranquila curtindo a vida, do jeito que um malandro ensinou, sambando mansinho, só no sapatinho, esquivando das facas, adagas, punhais....
Vou seguindo sorrindo, pois o tempo não tarde a passar, errada ou certa eu vou caminhar, meu caminho há de ser divino, há de ser sortido, há de ser infinito, nas vidas pelas quais ainda vou dançar, vou seguindo assim, errada e sorrindo, certa e mentindo, fingindo não ver, querendo saber, dos olhos das coisas que escondem os sorrisos, vou seguindo, indo, deixando o dia terminar.