25.6.07

AindaDoMesmo


Tanta coisa misturada, muita coisa ao mesmo tempo e me confundo, não entendo certas coisas, não deveria sentir isso entende? Porque sei que não vou voltar atrás, não aceitaria de novo mesmo porque foi tudo muito errado e tão certo ao mesmo tempo, nunca deixaria que entrasse novamente em minha vida, mas é pra onde fogem sempre os pensamentos e sentimentos, e tenho buscado outras coisas que me levem a outros lugares.
Foi tão intenso, tão lá no fundo de tudo, que ainda me sinto as vezes tentando sair desse buraco, eu enxergo a saída, claramente mas parece que subo subo e nunca chega, ainda não totalmente fora, mas nem mesmo dentro, era tudo o que eu sempre quis e já não sei mais ...
Não atrapalha o dia-a-dia, só quando estou sozinha absorvida pelos sentimentos é que volta, nem tão forte, nem tão fraco, são imagens, coração ainda fraco, pulsa, sente, quer mesmo sabendo que não voltaria atrás, não depois de tudo.
E quando apago a luz à noite, busco outros rostos, outras memórias, sonhos e planos, e não sonho, quando adormeço, se vai totalmente, não habita esse lugar. O que é bom, já é metade pra fora, já não é tão fundo assim, quer dizer que está partindo, essa partida demora, eu entendo por isso continuo vivendo, calmamente, nem tão calmo assim também, um pouco mais centrada em mim talvez, mais resguardada, senti falta de mim um tempo.
Recuperando então as energias, ficando comigo, coisa boa, mas ainda suspiro, vai passar, tão logo o sol se ponha no horizonte, passará, e será um dia apenas lembrança fria, do que um dia já foi incêndio.
Eu fico tentando ponderar as palavras, acho que só piora na verdade, porque aí também não serviria de nada dizer palavras vagas de coisas que são na verdade bem concretas, ao menos para mim.
A verdade é que tá doendo ainda, muito mais do que eu gostaria, e quando me vejo em situações novas, é ali atrás que está meu sentimento, comparo quero aquilo de volta, nada será igual, eu sei que se um dia pudesse voltar atrás, faria tudo novamente, mas sei também que no futuro se algo acontecer, não viveria de novo, esse é um conflito muito grande.
Queria ainda poder dividir tantas coisas, contar, fazer junto, que grande merda não? A chama ainda não se apagou completamente aqui dentro, um dia ainda vai, não sei se por ser recente, não sei porque, não sei de mais nada, sei que ainda dói, demais...

24.6.07

Passado


O passado, bateu à minha porta, trazendo consigo saudades de um tempo que já se foi há muito muito tempo, o problema é justamente o tempo, não me lembro mais tanto das coisas ruins, fico tentando resgatar o sentimento do término, mas ele me foge, na verdade, não me lembro nem das coisas boas, não, não é não lembrar, eu tenho as imagens, mas não os sentimentos. É estranhos, foram alguns anos, e agora depois de meses, já não sei mais, não me lembro como era, é estranho tudo isso.

Mas a saudade não é do amor, acho que não, é da pessoa, é de rir junto, de conversar, beber, não sei, é meio confuso, e fico sabendo de você, e fico tão feliz por saber que você mudou, que tá crescendo, queria isso lá atrás, mas agora já é tarde, erro nosso, não soubemos levar, mas precisávamos estar assim, separados para perceber não é mesmo? Eu errei também, muito, não sou perfeita.

O tempo faz isso né? Ensina, mostra, conta. Queria pelo menos ser sua amiga, mas você não me deixa mais fazer parte da sua vida, bobos nós não, ficamos perguntando para os outros de nós mesmos, querendo saber, mas ninguém dá o braço a torcer, é assim mesmo, quem sabe um dia não nos esbarramos.

Tenho medo desse momento, não sei como vamos reagir, é estranho, mas sei lá, vamos ver como o mundo caminha, não é tempo agora, nem há como saber se um dia ainda será, fomos muito duros um com o outro e agora escrevendo, me lembro, dissemos coisas que não podemos apagar, um para o outro, fizemos coisas que não serão esquecidas nunca.

É me lembro, acho que ainda é preciso mais um tempo, para esquecermos de tudo. Mas mesmo assim, ainda quero saber de você.

22.6.07

PalavrasDeUmaCriança


Ensinamos nossas crianças, dizemos-lhes como se tornarem adultos responsáveis, falamos que brigar é feio e que elas devem aprendem a resolver seus problemas de forma pacífica, sabemos nós adultos o que é fazer isso? Muito dinheiro é investido em guerras, se esquecerão também nossas crianças dessa lição valiosa? Ensinamos nossas crianças a dividir, sabemos nós o que é dividir, vivemos acumulando riquezas, fechando nossas casas, trancando nossos carros, fechando os olhos para tudo o que está do lado. Ensinamos nossas crianças a importância do meio ambiente para a sobrevivência de tudo o que vive e respira, o que sabemos nós sobre preservação, que mundo estamos deixando para que elas cresçam?

Falamos muito para nossas crianças, mas o que temos feito de concreto? Vivemos a realidade do velho ditado, faça o que eu digo mas não faça o que eu faço.


Por quanto tempo mais seremos assim?

21.6.07

PortasEJanelas


Feche a porta, não passei mais por este batente, tranque também as janelas, não pularei o muro, não deixarei que nada interfira no percurso, não olharei para os lados, embora, algumas vezes os olhos saiam de foco, não, essa porta não, acharei outras, tantas abertas ou encostadas, mas não esta, ainda as vezes suspiro, baixo, escondido mesmo de mim, mas não mais, não importa, não é hora, nem chegará, talvez, mas não agora.

As vezes o coração lembra, a cicatriz lateja, mas não, não mais, embora, não, foi duro chegar até aqui, mas que graça teria o caminho sem as pedras que nos fazem mudar, embora a saudade sussurre, me finjo de surda, sigo, canto, pulo e danço, não importa, já importou, muito, agora, apenas imagens, um tanto apagadas, cheiros, perdidos, gosto...não lembro, apenas imagens e alguns sentimentos.


O pensamento voa e lembro, não quero, busco outras coisas, vasculho no interior do armário por outros momentos, os acho, os revivo em minha mente, busco na realidade, olho, vejo me vê, não sei, é estranho, ainda existe algo, mas não sei em que tanto, em que canto, talvez seja apenas ilusão, mas busco, para não pensar no resto.


Comparo, tão distinto, chega a ser até engraçado, como pode, só comigo mesmo, assim que eu gosto, pessoas diferentes, me fazem sentir diferente. Não há como comparar, são sorrisos, olhos, cabelos, corpos, tudo avesso, contrário, oposto, então a música, esta me agrada mais, muito muito mais, mas é a música que os torna iguais, a paixão pela melodia, o saber do som. Embora diferentes acordes.


Então, mesmo não sabendo se ainda é, busco, olho e me faço crer, talvez nem queira realmente, mas é só para me enganar, faço isso de maneira consciente, quero mais, ajuda, atrapalha, sou assim. Me faz sonhar, talvez hoje, se torne realidade, ou talvez não, mas ainda assim, vou me divertir, como sempre fiz, e rir, e dançar e cantar e escrever e quem sabe até pintar.


A vida é curta demais, e existem portas que simplesmente, é melhor fechar.


20.6.07

MaisPerto


Um pouco mais perto de mim, aqui do lado, sem silêncio, declarações, menos inspirada talvez, mas mais perto de algo, qualquer coisa, eu mesma, dançando, voando alto entre notas tocadas, um pouco disso, outro tanto daquilo, música, vibrando paredes janelas e gato, música alta, momento só meu, comigo, em boa companhia, sorrindo, fazia tanto tempo, precisava disso, ainda quero mais, só comigo, não importa o que pensem, é assim que gosto as vezes, sinto falta, eu.

Pra mim, me presenteado de mim um pouco, que bom, é bom, mas preciso me segurar um pouco, não deixar que saia de controle, se sair também faz parte, gosto assim, do jeito que for, como for, se tiver de ser, mas nesse instante me vejo comigo, cuidando do que é meu, egoísmo? Não, é preciso estar bem para poder fazer com qualquer outro, nunca por outro, podemos estar ao lado, mas ninguém completa o que já é completo, se caminha junto, de mãos dadas, é pra ser companhia, não fardo, não muleta. Quando já se sabe disso é mais fácil e não há quem impeça, felicidade é assim, é saber pequenas coisas, ainda não completa de mim, mas caminhando, sempre em busca de algo mais, nunca estarei completa, espero nunca achar tudo o que procuro, quando se acha tudo, pra que viver, se não existem sonhos para realizar?

Ainda tantos...quero mais, já foram muitos, quero muito muito mais disso, quero um pouco de tudo e mais nada do que foi, coisas novas, qual a graça do que já se viu? Talvez, por instantes, hmmm, não, como diria Pessoa, quero a realidade do agora, é isso, sentir todo momento do agora, instantes perdidos, é vida jogada fora, quero mais de tudo isso, agarrar o mundo com as mãos, respirar momentos, expirar o que já foi. Mais, muito mais.

19.6.07

Janelas


Saberíamos tanto assim sobre nós mesmos ou seria um blefe? Quem é quem neste mundo tão louco e caótico em que vivemos? Para onde caminham os passos apressados que passam por nós todos os dias, sem nem ao menos cruzar um olhar, pessoas passam diariamente, já parou para pensar que a cada janela acesa do outro lado da rua existe um vida? Uma vida mesmo, com problemas, risos, alegrias, tristezas, contas, amores, ódios, uma vida inteira, uma não, milhares, são pessoas vivendo coisas, e nem nos damos conta, para onde irão? O que pensam, o que falam? Do que sorriem, ou choram? Mil vidas vivendo todas ao mesmo tempo, coisas tão complexas quanto nós, e já parou ainda para pensar que cada um desses milhares de seres vivendo ao seu redor é único? Que não existe outro igual no mundo?

As vezes me pego olhando a janela e pensando nos outros, pessoas caminhando pela sala, trocando de roupa, as vezes, pessoas na janela, não sei se podem me ver, não sei se imaginam o que eu penso, acho que não, pois não poderia pensar, sequer imaginar o que ele pensam, mas acho incrível, como existem milhares de mundos e não nos damos nem conta, são pessoas vivendo coisas, sei que parece óbvio demais, mas não é maravilhoso pensar nisso?

Olhar um pouco além do próprio umbigo, mesmo assim, mesmo as pessoas próximas, que convivem conosco, não sabemos delas, nem acho que seria possível, pois as vezes penso que somos imprevisíveis para nós mesmos, oscilamos, isso é estar vivo, é oscilar, é não seguir sempre conforme a maré, é viver.

Acredito que vivendo, cada dia, aprendemos um pouco sobre nós, mas mesmo que vivêssemos uns mil anos, não seria possível saber tudo, pois ainda bem, nós mudamos diariamente, a partir das novas experiências que nos deixamos viver, aprendemos, somos novos a cada dia, e que graça teria se não o fôssemos, faça um teste, pegue suas fotos, desde o nascimento, as ordene de forma cronológica, óbvio que as da infância até o final da adolescência lhe parecerão muito diferentes, mas as últimas, pegue as de cinco anos atrás, compare-as, veja o quanto mudou, as feições, o corpo, mas principalmente, veja os olhos, eu espero sinceramente que a cada ano estejam mais brilhantes, mais vivos, caso não estejam, quem sou eu mas, aconselho que viva mais, que curta um pouco mais e se perceba um pouco mais.

A vida está aí, para sermos, para existirmos, mais ainda para vivermos e de que valeria a vida sem as pequenas e a grandes aventuras diárias? Faça algo para mudar o mundo, ao menos pense em mudar alguma coisa, já é um passo, viva, mas não deixe que este viver seja feito apenas das coisas fúteis, sim elas são importantes, mas não são tudo, não sei, tente algo diferente a cada dia, fale com desconhecidos, alegre alguém que mal conhece, doe as coisas do armário, leve uma criança no Mc Donalds, não sei, não sei todas, na verdade acho que não sei nem 0,1% das respostas, menos ainda das perguntas, mas faça algo, ao menos, pense em fazê-lo, já é um começo.

VelhorAmigos


O telefone toca, inesperadamente, vozes velhas conhecidas, saudades, tanta coisa nova, silêncio, é tanto pra contar e se busca na memória palavras, tanta coisa, ouvindo falando, querendo gritar, mas amizade boa é assim, não tem tempo, não se pede perdão por sumir, pois na verdade não se some, está no coração.

Telefone toca, felicidade, saudade, tanto Rock pra pôr em dia, já passou tanto tempo, pensamentos mudaram, corações se partiram, mas sobram sempre os bons amigos, desses que aparecem na hora que mais precisamos, conversar, bater papo, jogar conversa fora, o tempo passou, mas nada mudou, a amizade se manteve, confesso que as vezes tive medo, achei que fosse ficar só pra outra vida, ainda bem que voltou, querido amigo, que saudade, que bom te ouvir, senti falta, confesso, foda-se, sou piegas mesmo, viciada nos bons e velhos amigos, adoro.

Tantas saudade, tantas lembranças, tanta coisa engraçada, e sempre conversamos, algumas vezes quis ligar, mas foi assim, cada um seguiu, tínhamos de fazer isso, viver mais um pouco, mas quando é sincero, se mantém, existem coisas na vida que não morrem, grandes amizades são assim, como um cactos, não é preciso molhar sempre, está lá, vivo, guardando água, guardando tudo, é só o que se precisa, guardar.

E tá tudo tão mudado agora, com você, comigo, tanta coisa, crescemos, acho que sempre cresceremos, é, faz parte da vida, crescer cada dia mais, mais um pouquinho, mas ainda bem, que ainda somos assim, meio Rock, meio Roll, as vezes MPB, outras um samba de raiz, quem sabe boleros, são muitos os ritmos que embalam e embalarão tudo em nossas vidas, hoje quando você ligou, um pouquinho anos 80, dançante, é, foi isso, vontade de dançar, é um velho amigo, voltando, isso traz felicidade, muita, é bom.

Muita coisa pra pôr em dia e somos assim, sempre muita coisa pra dizer, desculpe se ouvi pouco, estava feliz, e as vezes, quando fico feliz, fico assim falando, falando, falando, que nem boba, mas tudo bem, pois ainda vou ouvir muito, quero saber tudo, tanta coisa nova.

Estarei aqui, sempre estive, estaremos sempre, mesmo distantes, obrigada amigo, por voltar, por sempre ter sido, mesmo distante, um grande amigo. Let´s Rock n´Roll again!