28.11.13

FofocaBoatoBuxixoFalação


Fofoca é feio, falo essa frase ao menos 100 vezes por dia, sem exagero, "mas professora, o fulano tá com chiclete, a beltrana pegou o giz..." Não quero saber, não perguntei!!!!!
Fofoca é feio, mas faz parte do dia a dia do ser humano, fofocamos como comemos, dormimos, peidamos e cagamos, sim, porque não fazemos só coisas bonitinhas....
Seria a fofoca a cagação da boca? Ou ainda, seria a cagação do cérebro ou da imaginação? Não importa...
A fofoca tem sempre por objeto uma pessoa, minto, geralmente mais de uma, fofoca envolve, geralmente, no mínimo, dois indivíduos, dois indivíduos tratados como objeto passivo de um assunto,  sim, passivo, pois objeto apenas executa uma ação, não pensa, não sente e não tem história. O poder da fofoca é ilimitado, visto que somos seres que nos importamos com a boca pequena... Pera, você se importa? Será que deveríamos mesmo nos importar? A resposta óbvia é: Um bom e categórico, Não!!! Mas nos importamos, eu me importo, me importo pois sei que a fofoca fere, fere todos que se envolvem nessa história, os que não tem direito de defesa, os objetos passivos das línguas ativas e cérebros ociosos...
Sim, porque ao meu ver, a fofoca nada mais é que a literatura do inculto, do ignorante... Ah desculpa, você fofoca? Porra meu, vai ler um livro, um bom escritor é também um bom inventor de fofoca, aliás, ele é tão bom que não trata seu objeto de fofoca como passivo, não, o obejto da fofoca é muito ativo, ele sente, ele pensa, ele reflete, existe uma razão para cada escolha do objeto, o bom autor fofoqueiro nos mostra todas as facetas do objeto da fofoca, vamos lá, quem nunca em algum momento entendeu o motivo do bandido, apoiou o marido que traiu ou mesmo a mulher que matou? Claro que nos identificamos com esses personagens, afinal, que atire a primeira pedra quem não tem teto de vidro!
Todos temos, todos já erramos, mas melhor falar dos outros que olhar pro próprio umbigo!!!! 
Quer saber, me cago pra vida alheia, não, mentira, não me cago não, admiro, as vezes me pego olhando o mundo, olhando em volta, olhando pessoas, me pego pensando "caramba, cada serzinho desse tem uma vida, uma família, uma história..." É muito mágico pensar que cabe tanta história no mundo, tanta vida... Fico sempre aqui no Blog euzando, mas me esqueço do outro, mesmo nossos amigos mais chegados, sabemos da vida dele, damos palpites, falamos, mas não sentimos, então, como falar do outro sem vestir sua pele, andar seus passos, sonhar seus sonhos e arfar seus desejos?
Fofoca doi, fofoca mata e destrói, fofoca é arma letal em mãos incompetentes. 
Alimetamos a fofoca diariamente, adoramos, não diga que você é diferente, nunca leu uma manchetezinha de jornal dizendo que fulana se separou de beltranos e que o pivô da separação foi o ciclano? Nunca leu capa de revista de "famosos" na fila do mercado? Ou ainda, não adora uma boa trama de novela? Porque, pensando bem, novela nada mais é do que uma grande janela para a vida alheia (mesmo que fictícia) onde ficamos especulando o que vai acontecer com quem...
Me pego agora pensando, a novela nada mais é do que a escola de todo fofoqueiro!!!! Pronto, me convenci, vou para com a novela e viver, parei de querer saber dos outros, parei com essa merda toda, eu parei, e você?

24.11.13

EuVocêEAsPalavras

Hoje não tá saindo nada, embora o desejo de escrever esteja na ponta dos dedos, no pulsar do coração, no choro engasgado, nas perguntas roubadas e reprisadas. Eu paro, eu penso eu falo, eu volto eu deleto e reescrevo, eu respiro, eu fungo, eu rezo, eu sento, eu choro, eu espero...
E pensar em tudo só me deixa mais confusa, eu talvez não entenda nunca o que foi que aconteceu, se fui eu quem imaginou uma história, se foi você quem criou uma memória, eu não sei, eu não sei, eu não sei..  E eu tô aqui tentando não falar em você, não falar pra você, mas os dedos me enganam, o coração reclama e me pego escrevendo, esperando que talvez você leia e perceba que existe algo, ou que quem sabe me diga que não, será que você já disse e eu não quis entender? Será que entre as linhas já ditas tinha algo que eu deveria entender? Será que eu deveria interpretar quando nossos olhos se cruzam, naqueles segundo em que não desviamos o olhar, que sorrimos cúmplices, o que disso tudo eu deveria entender?
E eu fico aqui, nessa angústia, será que eu te espero? Será que me agarro naquela ideia maluca de que você ficou com medo e fugiu, de que um dia você vai entender que se você fosse aquele que eu conhecia, aquele cara bacana que ria comigo, que aquele me basta? Que aquele é o que eu quero e que pode sim dar conta de mim? Mas se você não for ele, se for esse bosta, esse babaca idiota aí eu não quero mesmo, não...
O problema é não saber quem você é, o problema é não saber te decifrar...
Hoje eu tô assim, cansada de você, de saco cheio dessa história sem pé nem cabaça que nós fomos inventar, hoje eu tô virada, tô agoniada, tô com ressaca de você, hoje eu tô assim, tô desesperada por uma resposta, tô de saco cheio, tô querendo jogar você pro alto e fingir que foi tudo um sonho bem bom, mas que agora eu acordei e a vida segue, uma hora vai seguir e se você não virar realidade, um dia vai virar só palavras, registradas num blog, contadas por dedos cansados, por olhos marejados e por um coração que só se soube doar, doer, uma hora você vai virar mais uma história, dessas que eu gosto de reler, dessas que me fazem sorrir e saber de tudo o que eu vivi, uma hora vou te reler aqui, uma hora posso te reler pra mim. Agora, se você vai ou não estar aqui, não depende mais de mim...

23.11.13

AsasEAmarras

Fui, fui porque tenho asas nas costas e não amarras nos pés, corri pois a necessidade do vento me fez partir, fui, pois o coração pedia e a mente apenas obedecia, fui pois chegou em um momento em que a dor era demais...
Fui, fui porque coisas e pessoas as vezes me cansam e quero a solidão da minha cama, fui, fui porque o álcool que antes me fez dançar agora me fazia chorar...
Fui, mas deixei um pedaço para trás, fui sabendo que plantei uma semente, fui sabendo que embora todo torto, um dia o tempo volta, fui com a certeza que ganhei um amigo, fui, sabendo que uma hora encontro o caminho.
Fico, fico porque acredito que aqui precisam de mim, fico pois minha felicidade mora nos olhos das minhas crianças, fico porque o pôr do sol da minha ilha me enche de alegria, fico porque aqui quero criar raízes, fico, porque sei que é aqui que algum dia eu vou criar minha família, fico porque é aqui que meu coração fez moradia.
Mas entenda, as vezes, só as vezes preciso correr, as vezes eu não quero explicar, só ir. 

17.11.13

OTempoEADor


Por que a dor não dura muito, é só um jeito do coração dizer que está vivo, que sente, pulsa, vibra, que chora derrete e passa, que é inteiro mesmo sendo parte, que é inteiro mesmo aos pedaços, que é remendo do que já passou e retrato do que ainda virá.
Olha eu abraçando o tempo, deixando o tempo passar, curtindo uma fossa que logo vou abandonar, olha eu cutucando a feriada, arrancando a casquinha e fazendo sangrar, não seria eu se não fizesse doer antes de dar adeus, não teria graça se eu não pudesse contar rindo dos dias que passei fingindo, lágrimas por trás de sorrisos, desejos por trás de olhares. 
Mas como explicar essa calma? Estou serena, calma, tranquila, não sei o que me espera do outro lado da avenida, não sei se existem curvas ainda no meu caminho, estou caminhando, não quero correr, seria apatia? Estou, eu, passarinho tranquilo, olhando a vida passar, cantando fininho, esperando o dia chegar, não sei o que o amanhã trará, mas estou, eu, pássaro sereno, calmo, cantando pro tempo, olhando pro vendo, vendo o dia clarear...
As vezes eu olho pro lado, não há nada, nem sei que quero tenha, sou pássaro ferido, nunca deixando de acreditar, sou moça sofrida, que nunca parou de sonhar, sou senhora da vida, que a vida ensinou a não para de caminhar.
Eu as vezes ainda creio nas mentiras que quero crer, ainda finjo que me engano, olho pro alto e digo, hum hum, e sigo sabendo, fingindo... nem sei....
 E sigo tranquila curtindo a vida, do jeito que um malandro ensinou, sambando mansinho, só no sapatinho, esquivando das facas, adagas, punhais....
Vou seguindo sorrindo, pois o tempo não tarde a passar, errada ou certa eu vou caminhar, meu caminho há de ser divino, há de ser sortido, há de ser infinito, nas vidas pelas quais ainda vou dançar, vou seguindo assim, errada e sorrindo, certa e mentindo, fingindo não ver, querendo saber, dos olhos das coisas que escondem os sorrisos, vou seguindo, indo, deixando o dia terminar.

16.11.13

EuQueNãoQueriaDizerAdeus


Eu, que não queria dizer adeus, me vejo indo, me vejo acenado, te peço, te imploro, me faca voltar, te peço, me chama, me faça acreditar. Eu forte, senhora de mim, ajoelho, peço, imploro, volta. Eu, dona do mundo, senhora de tudo, te peço, te imploro, apaga.
Eu, meu, teu, era nosso, era um carnaval de vida, um sonho de verão, um desejo, um beijo, um amor?
Era meu, era teu, era nosso o destino, e o que você fez dele? Jogou pro alto! Por que? Por que, me pergunto todas as manhãs, me pergunto entre sonhos, cobertas, descalça na praia, vagando, areia. 
Era tanto, era só eu? Eu vi nos teus olhos, meus olhos, nós dois, um futuro, eu vi, EU VI! Eu vi, você viu? Tá passando, tá indo, agarra, pega e não larga, me chama, me cata, me faz voltar. Me puxa o cabelo, me pega de jeito e me faz ficar. Eu tô indo e você não está nem vendo, tá assim, malandro, vagando na vida, como se estivesse a passeio, era mentira? Era?
E eu tento fazer fazer sentido e não faz e por isso vou indo, vou seguindo e em algum momento eu vou encontrar, alguém que preencha esse buraco, que faça tudo o que sonhamos juntos, e vou seguindo e uma hora não vou mais olhar para trás...
Por enquanto são palavras jorrando, é o meu mundo rodando, são os pés caminhando, então me pega, me chama, me cata e me faz ficar, me prende no teu abraço e não me deixa ir, to indo, PORRA você tá vendo???? Eu tô indo, CARALHO, me pega, me agarra, me prende, me chama, me prende pra sempre, eu fico. Me pede?

15.11.13

Respostas


Página em branco e eu aqui pensando, buscando uma forma de colocar em palavras... Nada, vazio, e na impossibilidade de colocar em linhas toda história que quero contar, é que me vejo no meio de uma história que mistura o abstrato e o surreal... Possível?
Creio que nem se contasse de cada detalhe que lembro, não me lembro de todos, ainda sim seria difícil encontrar respostas...
Então fiz, fiz o que qualquer pássaro com a quantidade de voos que tenho, faria, bati asas, disse adeus, fechei a gaiolinha e voei...
Simples assim, sem dor, talvez um buraquinho de vazio, um fiozinho de saudade e uma lágrima solitária no canto esquerdo do olho, fui, talvez nem tão longe assim, mas fui, sobrevoo ainda olhando,  procurando, esperando talvez uma resposta, um aceno, um qualquer coisa....
A gente voa, a gente se afasta, mas isso não quer dizer que deixe de buscar respostas, não deixe de querer entender o que não é obvio, ou será que é e só eu não vi?
Cá estou, deitada na cama de pijamas esperando por algo que não sei o que é, com o desejo e a sensação de ter o mundo nas mãos, cá estou eu respirando, viva, vivida, inspirada, resumida em palavras....
Eu e minhas reticências, é a vida por vida, é o tempo que corre, brinca e passa, é o instante que passa, mas gruda na memória. Estava eu aqui, procurando palavras para contar um história... Mas já me perdi nos devaneios, ah os amados devaneios, que me levam para tão longe, que me fazem sentir tão viva dentro de mim, ah meus olhos cansados que olham o mar, meus pés calejados na areia fina, meu corpo suado no frio do mar.
Sorrindo entre amigos, num riso infinito daqueles que não querem lembrar...
Te amo vida, sempre mudando, sempre voltando, sempre me levando para qualquer canto...

13.11.13

VoandaFicandoIndoParadaNoMesmoLugar

E no meio da noite eu acordo e me toco que eu já sabia, sempre soube, são anos e anos, já vi disso aos montes...

Eu sabia e mesmo assim quis pousar, acreditei em palavras, me fixei num olhar, eram apenas palavras...

Era só palavras, jogadas, largadas, usadas nos mínimos detalhes, palavras calculadas, toques pensados, suspiros roubados, coração que nunca se chegou a dar...

E mesmo agora, em que tudo volta ainda é muito difícil de acreditar, um palco, lindo, atores, ilusões, papeis...

E mais uma vez, eu, bobo da corte, pulando sozinho, crendo num infinito de mentiras que só fizeram sonhar....

Cá estou eu, sentada na beira do abismo, tentando encontrar um caminho e nem sei por onde começar...

Dias que vão, dias que vem, tentado desesperadamente acabar com um uma dor que nem sei se sinto.

Matando tempo, bandido, puto, cretino tempo.

E mais uma vez me vejo no meio de tudo o que quero e desejo, mas achando que nem quero mais...

E é tão besteira, que acho que nem sofro tanto assim, mas não entendo, será que é a certeza de que tudo não passou de ma grande besteira? Ou seria como todas as outras vezes em que tinha razão e que mais uma vez é tudo só uma questão com o tempo?

Ah tempo, velho amigo traiçoeiro, andamos assim aos tropeços, quando eu penso que agora anda tudo com oassos certos, chega você e faz vendaval na vida, vem você e transforma tudo em ruina. Me deixa lá, criança sozinha, recolhendo as cartas da vida e mais uma vez recomeçando um castelo...

Ah tempo, não temo, sorrio, grito, choro e xingo, vou serena e sigo, ah tempo,dessa vez vamos andar de mãos dadas? Seguir numa bela caminhada? Vamos fazer uma trégua, vamos dar risada, desse monte de gente de cara pintada...

Vamos tempo, que eu não quero te esperar, deve haver algo num outro lugar... Vamos tempo, não tarde a chegar, nesse lugar eu me recuso a ficar, estou indo, já fui, ao longe, se quiser corre tempo, ainda dá tempo...