3.7.07


Momentos com gosto conhecido, no entanto tão novos quanto a brisa que bate em meu rosto, são novas chances que nos demos, e que talvez dessa vez, só neste momento algo aconteça, naquele momento, sim fiz uma escolha, mas por acreditar que era preciso, que era necessário naquele momento colocar a casa em ordem, para deixar que algo novo aconteça, fechar uma porta e abrir essa janela, não me importa se serão apenas alguns momentos, ou não, estou gostando disso, entre linhas, falando sem dizer.

Algumas vezes, leio coisas e acredito que possa haver algo nelas para mim, bobagem não? nem tanto, leio mesmo assim e interpreto da maneira que me cabe interpretar, não importa que não sejam, mesmo se forem, não são nas coisas lidas, são as palavras, foi a atitude, quero mais disso, o que for necessário, o tempo que for preciso...enquanto durar esse infinito.

Perceba que entre as linhas e vírgulas do que digo, não me importo com o tempo, nem se for durar, que seja apenas um passeio sob a lua, de mãos dadas, em silêncio, me basta, não tenho mais pressa, é o calor dos momentos divididos que estou alimentando, se tiver que ser fogo, que incendeie, mas não importa, pois se não for, mesmo assim vale cada momento.

Vou gostar de continuar te pedindo opiniões e fazendo tudo ao contrário, de ver como você sorri quando faço isso, de ver que você entende quando tomo a decisão certa mesmo que o coração fique apertado com vontade de estar com você, ainda quero, nem que seja por pouco tempo, e fico feliz.

Não sei tudo que quero dizer, nem sei também se tenho muito a dizer, estou calma, e isso pra mim é muito estranho, muito novo, e está tudo bem, seja como for.


Instantes


Foi um milésimo de segundo, um instante, entre tantos outros, deveria voltar? Voltar a ser quem fui em outro momento, será que seria mesmo preciso?

Errado, errado, tão errado que até dói, mas tão bom, e pensei, esqueci e pensei novamente, esqueci, estou pensando agora, na verdade, não estou pensando, sentindo talvez? Espero que não, realmente, não, é errado, tão errado, instintivo? Por que não lá atrás? Agora, não mais, embora, não, não posso, não devo e não vou, mas sim, quero, lá no fundo, nem tão fundo, merda, não, não por quem seria, não por quem estaria envolvido, merda, mas sim, penso, sinto, quero, um pouco, nem tão grande assim que a razão não apague, não neblina, mas sim, faria, nem por tanto tempo assim, pois não seria, não me passa algo que seja eterno, nem o quanto dure, talvez o erro, da imagem, do pensamento, de tudo, são momentos, errados, não estou lá, já fui, era, não mais, vou correr, ou não, sim, vou, longe, não posso, não faria, por tudo, pela amizade, mas quero, mas não, não dá, é muito forte, qual?

Ambos, desejo, apenas, apenas isso, um desejo, são tantos, esse passará, como tantos outros, natural, faz parte, instintivo? Falamos sobre isso, e pensando nisso, o que seria realmente correto nesta vida?

O que fazer, não é? Errado, certo, entraria de penetra nesta festa que não me pertence, que não me cabe nem comporta, já foi esta fase, embora algo ainda me chame, não é mais do que já foi, agora percebo, e mais do que ego, menos que desejo, é apenas o olhar, algo novo que penetra, entra, modifica, ainda mais depois de saber que, deixa, não quero, não vou, não faria, não...

Mas que fique algo, de bom, um gosto do que não foi, nem será, foi-se o tempo, passado, não volta, talvez, os ses novamente, não existem, e quem sabe mais mil coisas, mas não disso, outras passadas disso, de novas, confusa, mas certa, do que deve e não...

30.6.07


Tudo torto, errado, estranho, nem sei explicar como foi, mas quero e acho que fiz errado, e aí sumiu, e não era assim que deveria ter sido, mas o outro lado foi importante, conversamos, jogamos limpo, dissemos todas as verdades, embora opostas, cada uma com sua própria razão, e tinha momentos em que o coração estava longe, outros mais perto, meio perdida mesmo, sempre foi assim mesmo, não deveria nem ter entrado, ou deveria? Os "se" da vida, vida maluca, uma verdadeira piada, tragicomédia grega, ahhhhhhhhhhhhh. Mas não tem como não rir também, afinal se não fosse engraçado, não seria comigo, vai ser mais ainda quando eu falar em voz alta, gargalhando, muito café e cigarro até compreender tudo o que aconteceu.

Mas não queria ter ficado sem minha luz, estava ali por ela, com ela, e acho que fiz errado, mesmo não sendo tão errado assim e acho que vai entender, afinal, somos parecidos nesse sentido, não sei se compreenderia em seu lugar, acho que sim. Afinal, sempre devemos jogar limpo, mas cumpri o que prometi, fiel aos meus próprios sentimentos, naquele momento, e uma só boca foi beijada nesta noite de tantos encontros e desencontros, não faria de outra forma, ou até faria, mas a coisa desandou, quer dizer, não tanto assim, andou num outro sentido, meio invertido, mas é assim mesmo, nunca vou com a maré, e ainda não digeri tudo, ainda não faz tanto sentido assim eu acho.

E nesta manhã falei muitas verdades sinceras que talvez tenham feito sangrar um coração, mas não poderia mentir, omitir, esconder qualquer fato, e ainda não sei o que vai ser daqui por diante, nem quero, um dia de cada vez, um momento por vez.

Não quero prever, não quero prometer nada, ainda não tô achando muita graça, meio anestesiada, foi muita coisa, mais de 24 horas ligada, muita informação, caminhos cruzados, três, estranho, os olhos não querem fechar ainda, será que estou dormindo, alguém me avisa, ouvi dizer que o sinônimo do meu nome é vida, concordo, vivendo, fazendo como for, metendo os pés pelas mãos, intensidade, pressa, paixão por movimento, não quero parar ainda.

Não tá dando certo agora, ainda não faz muito sentido, então vamos lá, ainda não posso olhar para trás e acreditar, não sei se um dia poderei, porque aconteceu muita coisa, não tenho mais as certezas que tinha naquela época, então, não posso prometer e disse que nem vou pensar e não vou mesmo, vai ser como tudo, se um dia vier o impulso, não veio, era outro, e queria ontem poder estar em dois lugares ao mesmo tempo, dentro e fora, mas optei mesmo sem saber estar optando, não pensei, nunca penso na hora mesmo, mas foi bom, quase tudo foi dito, não lembro de tudo, horas falando falando falando, ainda não compreendi tudo o que eu disse e fiz, mas sei que fui sincera e isso é bom, não apenas comigo, mas com tudo.

mais madura eu acho, antes não teria me importado, mas agora faz diferença, pois não quero magoar, então acho que estou pensando um pouco e mesmo assim sendo sincera com o que sinto, nunca tinha feito isso antes, nunca aconteceu do racional e emocional funcionarem ao mesmo tempo, sensação boa, meio completa.

É, ainda não tudo, mas já é um começo.

29.6.07

SonhosEVerdades


Elevador, escadas, surpresa, surpreendida, amigos, correr, esconder, lágrimas, descer, parar, olhar, não crêr, um presente, 1,99, pensando, escuro, conheço, já disso, textos trocados, continuados, apagados, modificados, incerteza. Falávamos do tempo, não me lembro, uma música, mudei o final, nada do que foi, acho que era assim, de novo do jeito que já foi um dia, isso, um oceano, cheio de lembranças, será que ainda será? Dois do mesmo, no mesmo dia, portas fechadas, ou apenas encostadas? Não há como saber, só o tempo. Procuro saber? Não sei se quero, a surpresa pode ser boa, gosto de ser surpreendida, da maneira que for, é o aperto fininho que dá no coração do não saber.


Ainda quero, um pouco mais dessas pequenas coisas, quero muito mais de tudo um pouco, nem tudo, nem tão pouco. Dias corridos, muita coisa pra fazer, não dá pra dormir, adoro, assim, sonho acordada, coisas que ainda virão, de umas já sei, tantas outras, nem quero, ainda vou fugir, passar um tempo só, no meio do mato, escondida, no sol, na água, recarregando energias, pensando na vida, sentar no meio da estrada, ver o carro de boi passar, com a leveza de uma brisa, sem pressa, sem brigas.


Ainda meio bagunçada, um gosto na boca, salivando, esperando sentir, eu vou, é o que quero, ainda quero, antes que não tenha mais graça, esse prazer ainda quero sentir, já está acabando o tempo que tenho, mas virá, pelo simples fato de que quero que venha, nem tão poderosa assim, tenho apenas essa minha certeza de que quero, preciso ver isso de perto, é doce, tão doce que chega a enjoar, mas quero, me lambuzar desse sentimento ruim que nesse momento é tudo para mim.


E então seguirei, sem mais me importar, pois aí sim, terá sido justo, correto, exato, preciso, mas não só por isso, mas porque o outro lado é bom demais, e dessa vez sem pensar no daqui a pouco, nem no amanhã, apenas o mel dos olhos, adoçando um pouco a vida, quero sim, quero mesmo, escuro, música alta, uma caixa fechada, surpresas.


Cores, todas? Não sei, não lembro mais, um frio gostoso que entra pela janela, desperta, acorda, um novo dia, mais vida, mais um dia, tantos outros, sem pressa. Pensamentos novos, de uma vida já vivida, pondo tudo para fora, arrumando a casa, o novo não se demora a chegar, tudo têm de estar em seu devido lugar, para poder bagunçar de novo.


Voando, revirando, chamando, gritando, apenas o de sempre, dessa vez sem pressa, na hora que chega, esqueço de tudo, corro, fujo, sinto, acredito, mais instantes para guardar, não existe mais espaço, dou um jeito, entulho, enterro, não importa, sempre cabe, mesmo não fazendo parte, sempre há espaço, para mais passos.


28.6.07

Descobrir


Preciso de um tempo, descobrir novos rumos, procurar novos objetivos, rever minha prática, repensar um pouco quem sou, agora, tudo meio novo, decisões, adiadas por tanto tempo, estava um tanto alheia creio eu. É um constante questionar do dia-a-dia, será que está ajudando, acho que perdi um pouco das minhas crenças, recomeçar tudo de novo, isso é preciso, todos os dias, questionar o que se faz.



Ainda entendo a arte da mesma maneira que entendia lá atrás, me questiono se tenho feito um tanto disso diariamente, não comigo, mas com os pequenos, percebi o sorriso, quando tudo era mais leve, quando eu não me preocupava tanto com o tem que ser, ainda estou aprendendo muito, ainda é tudo muito novo, mas é isso, é isso que quero, mas quero mais disso, encontrar novas saídas, onde procurar?



O que realmente faz a diferença? Se sempre bati o pé pela individualidade, como posso hoje tratar como se fossem todos iguais? Me incomoda o fato de não ter tempo para cada um, então preciso encontrar uma coisa que leve todos a caminhar, a pensar em si, mas como se me preocupa também o ter que ter algo concreto, penso que os resultados são mais subjetivos do que isso, é tão pessoal para cada um.



Gostaria de me sentar com cada um deles, fazer um planejamento diferente, pequenas oficinas dentro de uma só, será que dou conta? Se me preocupa a tinta na parede, nos bancos e no chão, tantas pequenas burocracias diárias que acho que acabo perdendo um pouco da prática.



Preciso de um novo plano, encontrar uma nova eu para eles, me questiono todos os dias, estou certa? Não quero ser a professora que não pensa neles, quero ser a que pensa neles todos os dias, acho que preciso desse tempo que está chegando, chega hoje, para pensar, voltar nova, focada, neles.



Entenda, que as crianças são meu maior motivo, me fazem nova todos os dias, mas sinto que ultimamente deixei elas um tanto de lado e pensei só em mim, e é tão difícil admitir que acho que errei com eles, mas espero que ainda dê tempo, de fazer tudo novo, e de finalizar o ano com meus pequenos sorrindo, é o que quero, para eles e para mim, o sorriso deles me move, me alimenta.



Deveria olhar para as fichas? Buscar diagnósticos? Não acredito, não é o diagnóstico que traz as respostas, são os olhos, os sorrisos, as mãos sujas, é isso, é nisso, pensar em cada um, relatar cada um procurando neles a solução!



Eu errei, bem a tempo de descobrir e mudar, e percebo que errar faz parte, sempre fez e defendi isso, o erro nos faz pensar pra frente, mudar o ponto de vista, buscar novos caminhos para acertar, mais leve agora, mais contente, por saber que sempre posso, me achar entre os erros.

27.6.07


Necessidade de escrever, sem saber o quê, sem motivos, ou títulos, ou lembranças, apenas escrever, as vezes é assim, talvez no meio do texto encontre o motivo das palavras, um pouco sem nada creio eu, acho que o coração tá meio apertado, medos vazios, sem o ter que ter realmente, afinal, não seria possível mesmo, acho que é um pouco do Adeus, acenando os braços, por isso a angústia, o querer viver novos momentos, não se vive do que já se foi, apenas o é, faz parte, intrínseco dentro do ser.

Palavras já estão clareando, entrando, fazendo entender, entrando na pele, já faz parte, as agulhas curaram um tanto da dor, agora já cicatrizando, agora as palavras penetram na pele e se fazem compreender, não por ninguém em especial, foram momentos que me fizeram entender novas coisas, a respeito de mil outras da vida, não apenas do coração.

Como me fazer entender de forma mais clara? Cada momento de reflexão sobre o que já foi me mostra que os momentos, todos, cada um deles, foi, infinito em sua própria beleza e sentimentos e sensações, que devem ser guardados, foram sempre o que deveriam ter sido, certos ou errados, a eternidade, é isso que fica, sempre, sem remorsos.

E é preciso não parar nunca, nada espera, o relógio não pára, é precisos alimentar com novas coisas, regar novos sentimentos todos os dias, não deixar nada morrer, e não importa se ainda estará lá ao amanhecer, ficou o que já se foi, e novas coisas ainda virão todos os dias.

Correndo contra o vento sempre, revirando olhos, sorrindo, esquecendo da etiqueta, das boas maneiras, falando alto, dançando sem ninguém olhar, que venham os novos e os velhos momentos, há tempo para tudo menos para ficar parada.

Não importa mais se sozinha ou acompanhada, importa o que sinto, e como isso toma conta do corpo, precisei descansar, deixar o corpo inerte por um dia inteiro, acordar para perceber, é como um cavalo selvagem guardado na garagem, precise ser livre, correr por qualquer lugar, saltar pelos carros parados no farol, tenho pressa, não posso mais parar, acompanhe de puder ou quiser.

Não existem planos para o amanhã, ele chega, se tiver de chegar, ele volta se tiver de voltar, mas existem poréns, sempre existem, tudo é só, se eu quiser, como quiser, da maneira que eu quiser. Agora peguei as rédeas com as mãos nuas, o coura arde entre os dedos e seguro cada vez mais forte, agarrando cada instante, sentindo com intensidade das águas geladas.

Indo, indo, cada vez mais longe, mais perto de onde quero estar, não existe um limite cada vez mais alto, rindo, indo, indo, rindo, indo, alternadamente ao mesmo tempo.

Parece confuso? Não importa é assim que é a vida, e é deitada na cama, que tudo encontra o seu lugar, sem que seja preciso pensar muito, as coisas se encaixam.

Não esperarei mais a vida, ela já está aqui.

26.6.07

InvertidoInvertendo


Passo os olhos nas notícias, em cada esquina, em cada canto, nada mais certo no mundo, valores perdidos, crianças roubadas, jovens bandidos, adultos coniventes, antes tivesse falando de pessoas sem condição alguma de discernimento, falo de pessoas com todas as condições de vida que a vida permite, estudo, casa, família, conforto, comida... matando, roubando, espancando.

Também não falo da periferia, aqui, nos jardins, bairro alto padrão, luxo total, esfaqueamento na esquina, sangue, sem motivo, sem vergonha, correria, gritaria...

A vida se tornou artigo de luxo, guardem suas vidas no cofre, mandem para uma conta na Suíça, nosso bem mais precioso, e mais frágil também, quanto custa a sua vida? Quanto tempo leva um sujeito para roubá-la de você?

Alguns pensamentos me deixam aflita, é saber que cada um de nós têm em suas mãos, braços, pernas, cabeça e coração o poder de tirar uma vida, já lhe ocorreu isso hoje? Falamos de assassinatos com tal naturalidade, que parece algo banal.

O que é uma vida? O que é tirar uma vida? Carregar em suas mãos o sangue e alma de um sujeito, seja ele quem for.

Me vêm agora na memória imagens de jornais antigos, quantas pessoas morreram nos últimos anos de forma brutal, nos esquecemos delas, pois diariamente abrimos os jornais para mais imagens, mais corpos dilacerados, espancados, furados, esfaqueados...tantas atrocidades que fazem parte do nosso dia-a-dia, como o pingado na padaria da esquina.

Estamos mesmo nesse caminho? Nos tornaremos essas pessoas frias que jantam vendo no Jornal Nacional as notícias de obituários? Quantos mortos todos os dias mais serão precisos para que algo mude dentro de nós? Como se muda esse quadro?

Tenho um milhão de perguntas e nenhuma resposta, um coração cheio de culpa por não saber o que fazer para mudar, onde começa a loucura e termina a sanidade? Somos todos seres humanos tão cheios de ódio e repulsa que nossa nova terapia é matar?

Penso no absurdo de tirar um vida, sim, me causa asco, ânsia, angústia, medo. Não acho palavras para exprimir minha careta, a respiração me parece falhar um pouco e na garganta tenho um nó, quero encontrar uma resposta, ou algo que pelo menos me dê certa esperança em mudar.

Qualquer coisa, isso tudo já foi dito por inúmeras pessoas, o que fazer, como mudar, estamos voltando à Idade da Pedra, não, nem lá, quando ainda éramos quase animais matávamos dessa forma, é desumano, irracional, acho que é isso, estamos nos tornando uma nova raça, Homo Ab Irato, seria este o latim correto da coisa? Não importa, se esta é a evolução do homem moderno, quero ser arcaica.