26.8.08



As vezes começa assim, só vontade de escrever, nada em especial, só ouvir as teclinhas do teclado batendo já faz um certo bem á minha precária saúde mental hahahahahahaha, ou pensaram que eu era normal hahahahahahaha, outro dia ouvi de um grande amigo o seguinte: "Você é a louca mais equilibrada que eu conheço" Caí na gargalhada, achei ótimo afinal, que graça têm ser 100% normal, bom, pensando bem, quem de nós é normal? O que é ser normal? Estou me repetindo? Acho que já falei sobre ser normal, mas como deve fazer tempo, talvez, repito, talvez eu tenha mudado um pouco de idéia, ou não também, mas não vou caçar post antigo pra conferir...outro dia até tentei, começar a reler tudo, no começo foi um barato, relembrei várias coisas gostosas, chatas, bem chata e como sempre muito gozadas desse último um ano e meio, é..o blog já fez aniversário, que chique! Mas enfim, o causo é que nem dei conta de ler tudo, porque já fiquei com saudade de amigos, e já saí por aí distribuindo e-mails e scraps saudosos...sou um tanto emotiva, já deu pra perceber não?

Voltando, ser normal né? O que é ser normal nos dias de hoje? vejamos, as pessoas normais, são aquelas que trabalham mais de oito horas por dia, pegam um trânsito do cão, sofrem se stress, mantém relacionamentos insossos com seus respectivos, alguns jantares na casa de amigos, enfim, o normal hoje é ter problema, se você não têm stress ou depressão queridinho, vc não é normal, deve ser ruim da cabeça ou doente do pé hahahaha (engraçadinha hoje não?)...

Desse jeito quem quer ser normal, prefiro mesmo é ser essa doida equilibrada...

E mais uma vez, poderia discorrer sobre essa falsa normalidade desse povo pós-moderno, sim pós-moderno, porque ser moderno é ser arcaico, já dizia um professor meu, o pensamento moderno data (salvo engano) do século XVII, vou ver direito minhas anotações e posto o erro, ou também não posto...

Mas o caso é que estava vendo umas fotos, sim estou muito egocêntrica ultimamente, e achei essa que postei, o tema era, uma mulher saindo da noitada, aí me lembrei de uma conversa com um outro amigo, falando sobre noite e sobre como era e como é hoje, enfim, e lembrei, tudo bem que essa foto foi feita, mas eu acho que era mais ou menos assim que eu era nos tempos purpurinados da minha vida, me achava moderna, hahahahah pobre de mim, hoje sou mais limpinha tá ? (rindo de novo)

Acho que hoje sou mulher pós-moderna, faço faxina, trabalho, saio com velhos e com novos amigos, cerveja, jantar, botecos e tá, até algumas baladinhas, mas confesso, acho que a idade pesa, não, eu não sou velha, mas acordar depois de uma baladinha, meus queridos, aquele gosto de guarda-chuva na boca, ninguém merece....

Bom, com nada dito e muito escrito, acho que vou ficando por aqui mesmo, só enrolei algumas linhas mas acho que nada muito profundo e proveitoso podemos tirar desse textinho meia-boca, tenho um trocadilho para o meia-boca, mas vou deixar pra lá, pensem, a piada é boa, mas preciso manter o nível né?
XOXO (hahahahahahahahahahahahahahaahahahahahahahahahahahaa)

25.8.08


Disse um dia, sabiamente, Sheakspeare: 'O tempo é muito lento para os que esperam. Muito rápido para os que tem medo. Muito longo para os que lamentam. Muito curto para os que festajam, mas para os que amam, o tempo é eterno'

Vou postar só porque eu e o tempo andamos numa boa ultimamente, ando correndo como um rio, ao meu próprio tempo, o tempo ainda não invocou comigo, vamos torcer para que continue assim não é mesmo?

Coisas que fazem de meu tempo sempre um bom tempo (adoro todas as brincadeira que podemos fazer com o tempo), rir com amigos, mas rir de verdade, de chorar, de ficar vermelho e o estômago doer, de falar besteiras e contar causos e rir de novo, de fazer bobagens e rir de novo, de ser quem eu sou e saber rir de mim, o bom tempo é o meu tempo de rir, de saber quem sou de estar onde quero estar e mesmo assim meio atrapalhada, de rir de todas as minhas cagadas....

É tempo de rir, de rir de verdade, de rir de tudo, de todos e principalmente, de rir de mim e comigo mesma... As vezes é bom esse "tapa na bunda" que a vida dá, dizendo assim: Muito bem garota, tá do jeitinho certo!!!!! (Pode não ter muita graça pra muita gente, mas eu garanto que a piada é muito boa hahahahahahahahahahaha)

Bons tempos, velhos tempo, novos tempos, sempre há tempo pra quem procura o tempo certo!

22.8.08


Eu acho que a vida tem um senso de humor um tanto estranho, mas depois que a gente se acostuma, o bom mesmo é rir com a vida, tá, nem sempre é possível rir assim imediatamente, mas depois que passou, passou e o que ficam são os ótimos causos contados na mesa do bar...

Eu estava conversando com uma aluna essa semana, quando guardei o relógio da sala, olhei para ela e disse : Guardei as horas! (Cara de menina esperta, e ela é mesmo) Diz então pra mim, não é possível guardar as horas! (Espirituosa e um tanto filosófica) Respondo: Não, não é possível guardar as horas, só é possível guardar memórias.... Olhamos uma para o outra, silêncio, ela sorri e diz, entendi. Mais do que entender, espero que ela guarde isso para sempre, pois eu demorei 27 anos para aprender essa lição tão sábia.

Então, se não é possível guardar aquele segundos de um abraço, ou o momento antes do adeus, guardemos apenas as memórias boas do que ficaram.

Tá, mas enfim, não era bem disso que eu queria falar, tem um monte de coisas que eu quero falar, tenho medo disso virar um post gigante, daqueles que não aguentamos ler até o final (tá talvez você seja mais paciente do que eu, porque se tá chato eu largo mesmo), mas acho que, tô achando mesmo é que é muita idéia numa cabeça só e eu não tô organizando isso direito...

Eu comecei falando do senso de humor da vida né? Pois é, a vida as vezes me coloca em situações gozadas, mas enfim, acho que ainda não quero compartilhar hahahahahahahahahaha

Vou ficar só com a história do tempo mesmo...

4.8.08

Noite passada, de olhos fechados, ou já era manhã? Quem pode saber, sonhos vem e vão, poderia ter durado toda a madrugada, ou quem sabe apenas alguns segundos antes do completo despertar dos sentidos, não importa, foi uma bela conversa comigo mesma, ao mesmo tempo que abriu as portas para um passado que teimava em ficar atrás da porta, espreitando, esperando o momento certo, esperando um pequeno sinal de fraqueza para invadir o quarto, sem hesitar, mexendo com tudo revirando fundo coisas que eu não queria nem olhar.
Eu então mexi em fotos, busquei fatos e abri a caixa do passado, e tantas, tantas cartas de amor, cartas apaixonadas jurando amor eterno em cada palavra, belas palavras escritas em papel já pardo, envelhecido pelo tempo...
Ainda me lembro de alguns versos, outros tantos sem nome, são apenas palavras escritas em papel amassado, mais do que cartas, encontrei objetos, máscaras, patuás, pedras, balas, tantas coisas sem sentido para tanta gente, tanta que coisa me fazendo refletir sobre quem sou, onde estou e onde quero estar...
Sou viciada em paixões arrebatadoras, elas me fazer respirar, sem elas, me sinto um tanto morta, belo erro belo pássaro, paixão é apenas a droga do artista, algo que o faz sofrer e consequentemente criar, já dizia Vinícius que um bom samba deve ter algo de triste, não quero mais ter algo de triste, as tristezas carrego no fundo do olhar, um brilho pálido só visível a quem realmente sabe olhar...
Então, já sei que neste momento, não quero paixões arrebatadoras, acho que quero um pouco estar só, ganhar meus jogos sem apoio, ah sim, dessa forma egóica, quero me fazer, quero ser a mulher que sou lá no fundo, quero acreditar mais em mim, no fundo, não conto sempre um segredo desses aos outros, mas sou um tanto (um tantão na verdade) insegura, acho besteira, na verdade, é só mais um obstáculo a superar.
Bom, já são duas conclusões numa noite, quero estar só para poder acreditar em mim. Um belo começo não? O que mais eu quero? O que mais eu quero? Posso ficar repetindo essa frase por mais duas longas noites, quero, como todo mundo quer, receber um salário justo, quero, como todo mundo quer, que meus projetos cresçam e ganhem forma, quero, como só eu quero, me virar por mim mesma, ser menos bagunceira, mais ordeira, quero deixar de fumar (embora eu adore dar um bela tragada), quero conseguir terminar o que eu começo queria ser menus fútil também e mais estudiosa do que tenho sido, admiro as pessoas estudiosas, admiro mesmo, pq as vezes, acho que poderia estudar bem mais do que estudo.
Hum, acho que são boas resoluções, mas mais do que tudo, quero voltar a dançar sozinha em casa, quero voltar a escrever meus textos mesmo sem pretexto, quero voltar a ser a pessoa que no fundo eu gosto tanto de ser.
Não poderia deixar de agradecer aos dois amigos que hoje, cada um a sua maneira me fizeram abrir os olhos, e cada um a sua maneira, soube bater e assoprar, obrigada meu querido amigo e minha sempre querida Alice...

2.8.08


O mundo é que as vezes parece que pára num certo lugar e é complicado tentar andar. Os pés colados ao chão, querendo mover, correr, tão rápido quanto seria possível para um velho pulmão cheio de fumaça, o tempo que corre no relógio mas não passa para quem aguarda.

E é como se nada pudesse mudar, está estático e eu nem sei por onde começar, dizem por aí, as más linguas, que é a tal da crise trimestral, antes fosse...

Acho que é só loucura da cabeça mesmo, autistando, fechadinha nesse mundinho, parece até uma velha caixa de surpresas já conhecida, isso aí nenhuma surpresa no país das maravilhas, só mais um coelho doido tomando chá das cinco com um chapeleiro mais doido ainda, só eu ali olhando esperando que algo me surpreenda, esperando, esperando... nada, nem um Valete de Copas para me dar uma rosa vermelha, nem mesmo um gato sorrindo para mim.

Só eu criando raízes no país da minha própria loucura, do meu mundo particular de fantasias inatingíves, só eu querendo mais uma vez criar asas, voar por aí e ver o mundo por uma nova perspectiva, mais nítida.

25.6.08


É porque as vezes, mesmo rodeada de gente, bate aquela solidãozinha que não se sabe explicar, como se faltasse uma parte, mesmo sem saber que parte é essa, algo como, sei lá, um sexto dedo que nunca existiu, mas que deveria estar lá, não, não tão banal quanto um sexto dedo, cinco já me bastam, é algo lá dentro, mais profundo e mais doído...não estou sabendo explicar, é como uma presença, algo que deveria estar presente e simplesmente não está.

E como é que se vai explicar não é mesmo? Ah, estou com uma saudade de não sei bem o quê, parece até piada, mas está lá, uma saudade, uma dorzinha lá no fundo, e eu não sei fazer mudar.

Boba, fico vendo filmes bestas e achando que sempre ali na curva tem um belo final feliz, pode ter, ou não, quem há de saber...o que importa agora é o caminho, não é o fim do percurso, é o cada passo, é cada segundo, e se vai vivendo, quem sabe um dia, numa curva qualquer da vida, encontro meu dedo perdido por aí hahahaahahahahahahaha