5.6.07

PalavrasJogadas


E saia como for esse instinto do puro escrever, sem pretexto, sem medo, sem nada, dizer palavras expressar coisas, nem sei exatamente o quê, só falar, coisas desconexas sem sentido algum de usar, apenas pelo prazer de ver escrito, nada mais, nem um pio, silêncio bruto, escrito sem sentido, nada de vazio, apenas palavras, tão belas essas palavras que falam tanto e não dizem nada, uma loucura instaurada, exaurida, assim mesmo, desse jeito non sense, palavras que significam tanto que querem dizer tanto sem nada para dizer, beijos, carícias, palavras que soam, nada, nada de mais, só escrevendo, sem querer parar, não pensando, em nada em particular, não estou correndo, estou parada deixando as palavras soarem como bem quiserem, sem querer rimar mas já da rima me apossando, gozado como as coisas parecem vir certas, tá tudo meio assim mesmo, mas é bom, infinito, infinitivo, é bom, sem fim, sem ter que ter fim ou meio porque não teve nem começo, poderia parar aqui, agora, sem maiores explicações, pois afinal de contas são só palavras numa tela, sem querer fazer pensar, ou significar, fique como ficar, são apenas palavras, jogando, jogadas, letras confundidas, juntadas sem fazer sentir nada.


Tão rápido como veio se foi, hoje o vento doce entrou pela janela, despertei de belos sonhos, deixei a luz invadir o apartamento, está cheio de vida, o tempo urge, pressa de viver, não há mais tempo para sentir dor, já se foi, meu brilho acordou comigo, o sorriso despertou logo depois, e a alma bateu à porta, tomamos café juntas, conversamos, rimos do que se foi, passou, e se já não se encontra aqui, não há motivo para lágrimas, as gotas de vidro que adornam meu pescoço são os restos mortais do amor que já morreu, das lágrimas que limparam o rosto, deixando nos olhos apenas o brilho intenso do cristal.

As flores da sala ainda vivem, são as únicas lembranças vivas desse amor, que já se foi, já passou, que não deixou rastro, foi, como deveria ir, e um dia compreenderá porque entrou na minha vida, nesse momento, é muito cedo, embora o tempo sem tempo, não explique os motivos da vida, mas nos traz compreensão e serenidade.

Estou voando baixo, mas voando, talvez ainda faça algumas paradas para respirar no meio do caminho, ainda não é momento de alcançar o alto, mas voar já traz novas esperanças, cada segundo que olho para trás a floresta está já mais distânte, me despeço das cores e sabores que ainda tenho sentido, mas digo adeus, tão fácil veio e tão fácil se foi, a vida é assim e o tempo, amigo meu, não me deixa sentar, me faz correr, me chama, grita e vou assim, tropeçando, correndo, sorrindo e cantando, o tempo não espera, as vezes anda um pouco devagar e me deixa alcançar, e continuamos, indo, sem rumo, indo indo indo, e é lindo demais saber que ainda vivo, a dor me despertou novos sentidos, antes adormecidos, vou me indo, nessa loucura do viver diário, respirando arfando, indo, e está bem, estou ok, viverei mais mil vidas e sempre num ritmo tão caótico que enlouquecerei sempre, delícia de loucura, de ver a cor do vento e sorrir, de saber do sofrer de estar viva e mesmo assim viver, como se não houvesse um amanhã, acho que não há mesmo, é tudo hoje, é agora, e do amanhã não me importa, não me cabe e nem se esgota.

É tempo de colher os frutos da estação passada, saborear o gosto do que antes foi plantado, e na relva verde, um pássaro canta belas canções, ouço seu canto, te olho nos olhos, vida, tão viva quanto as flores nascidas no dia, coloridas, não há tempo para lamentações, se foi e se foi é porque tinha que ir, vida, viva pulsando pulsante nas veias finas que percorrem meu corpo, o sangue quente alimenta a alma, é dia, e não há como se perder na escuridão, é dia, é vida.

A fumaça do cigarro faz desenhos no céu, tão lindos que me sinto flutuar, os olhos acompanham a subida e com ela me vou, voando, sabendo que ainda há espaço, que não deixei morrer o que há de mais belo, acordei hoje, nova, confiante, acordei e deixei a dor ir, talvez um dia volte, mas hoje se foi, adeus querida até um dia. Ainda estou viva.

4.6.07

OApanhadorNoCampoDeCenteio


Obrigada amigo, não pelas doces palavras, mas pelo gesto, não pelo diálogo, mas por estar aqui, não pelo tempo, mas simplesmente por vir, sem pedir explicações, obrigada, amigo, por ser quem és, como eu, e ouvir, sem eu ter que dizer, e não julgar por ser como eu, obrigada amigo, por ser tão parecido comigo que não necessitas de explicações, por não pedir explicações, vir, pelo simples pedido do vir, obrigada, por vir de pronto, por não se importar com o que já foi, é passado, vivido, pronto. Obrigada, por ter entrado em minha vida, e pela segunda vez, ter sido luz, sim é luz, e não preciso explicar, nem quero, nem vou, é nosso. Um momento que não precisa ser dividido, você veio, sem me pedir detalhes, sem me julgar pelo que passou, sem querer saber o que foi, veio, ouviu meu pedido, sem titubear veio, sei que ficarás bravo por tantos agradecimentos, nem tanto, nem tantos, obrigada.

Me apanhou à beira do precipício, resgatou, me fez lembrar do que é mais importante, amigo, levarei sua alma sempre comigo, saibas e sei que sabes, a recíproca é verdadeira, são curtas as palavras, entretanto, sei que nem precisaria dizê-las, obrigada amigo, por ser luz, quando eu não enxerguei entre a escuridão.

TudoOQueEuQuis




Fiz porque quis, estava por querer estar e disse que não me arrependeria, não menti, não me arrependo, intenso, como jamais foi, do modo que eu queria, da maneira exata de me fazer querer mais, e mais e mais, para sempre, quantas vezes usei esta palavra, sempre, o sempre, sempre acaba, invariavelmente acaba, pois são dois, e sempre alguém pede água, é forte, é tudo, foi o mundo, me perdi no desconhecido, queria mais, uma parte ainda quer, embora, ainda doída, mas não voltaria, nem por impulso, nem por tudo o que foi e será e que sinto e quem sabe ainda sentirei, pois acredito em minhas palavras, foi verdadeiro e falso, tudo, nós nos nossos instantes, momentos perdidos no meio de tanta confusão, incoerente, inconsequente.


O coração passou apertado, travado, quase sem pulsar, e o dia acabou e é bom, voltar pra casa, sentar, poder chorar, abri um vinho, desce quente, aquece o coração partido, a alma, não poderia falar da alma, está perdida ainda, vagando por aí sem encontrar um caminho de volta pra cá, me sinto um vaso vazio, caminho sem rumo, sem querer chegar a lugar algum, perdida entre tudo que vi, confusa quanto a tudo que passou, não sei explicar, não sei se quero, acho que me sentiria pior do que já estou.


Queria que tivesse sido apenas sonho, mensagens do inconsciente de algo que desejo, algo que quero eternamente, não poderia lutar contra tantos anos, nem tenho forças, nem o faria, meu orgulho ferido não permitiria, um sonho, não quero, não queria acordar, a realidade dói demais, ingênua por pensar que essa história seria diferente da outra, já tinha sido, sabia o final, apostei fichas, dei tudo o que tinha, perdi, perdi tudo, o rumo, o prumo, perdi algo que preciso reencontrar o quanto antes, perdi o sorriso, o brilho no olhar, eu olho no espelho e busco, fecho os olhos, vejo dentro e não acho, quero de volta, mesmo sem tudo que o causou, quero só meu sorriso, quero só o brilho no olhar, o resto eu recupero, aos poucos, durante voos solitários que ainda hei de dar, a solidão me agrada.


Não entendo nada, penso no que foi e da maneira que se foi, e não entendo nada, como poderia ser, algo forte como foi, tenro, tenso, intenso, carnal, irreal, mágico, puro, sacana, como? Como acabar, como dizer adeus à tudo isso, me explica, não, não quero explicações, seria demais para mim, eu acho, mas também, já passei por tanto desde sempre, seria só mais um, mas não entendo, não trocaria o que foi por nada, mas essa sou eu, ou ao menos era, não sei como será quando tudo passar, tenho medo, medo de nunca mais poder acreditar.


Como eu pude ter sido tudo que dizias em teus olhos e palavras e não ser mais em poucas horas, como se joga isso para o alto, não importa o tempo, mas sim os sentimentos, por isso não sei mais se acredito em tuas doces palavras, entende? Como poderia? Sei, são anos, em tuas palavras, amor, talvez seja isso, amor, quero sentir isso, pois se for mais forte do que tudo o que vivi, o quero e o buscarei, todos os dias, amor, palavrinha boba, dita as vezes sem querer dizer nada, o que é isso que fez apagar o incêndio que queimava tudo, que apagou as lembranças de algo único, sim, foi único, me procurou a vida toda e quando me acha abre mão, eu não abriria, não abri, fui obrigada a deixar ir, deixaria de novo, mas não entendo, não faz sentido, é tudo tão contraditório...


Entre vírgulas, lágrimas, os olhos se fecham, o ar entra nos pulmões e não alimenta nada, é tudo vazio aqui dentro, não sinto nada, anestesiada, pela dor, nem dor eu sinto, é nada, é uma tristeza que invade levando tudo embora, não resta nada e quero resgatar tudo, tudo, o que era tudo mesmo? Quem eu era antes disso? Onde está a pessoas que eu admirava, pela força, fugiu, com medo, covarde, eu fugindo de mim mesma, de uma dor que eu própria causei, não deveria ter resistido ao primeiro dia, seria só aquilo e nunca mais, e não sentiria tudo isso.


No fundo, essa dor me faz bem, estou viva não é mesmo, não sentiria se não estivesse, a dor cura, passará eventualmente e serei capaz de digerir e voar, ainda não posso, nem quero, é preciso sentir, é preciso enfrentar, eu o farei, já se foram tantas vezes, tantas mágoas, mas o farei, novamente, um dia, por hoje, apenas as lágrimas, como companhia.

AsasAoSol


Guardamos nossas verdades para nós mesmo, as mentiras que contamos enganam apenas o próprio coração, fechamos os olhos para não ver o que está na frente, esquecendo que na verdade está dentro, palavras, injúrias, calúnias, provocações, nada, nada fará mudar a verdade que guardo. Nenhuma palavra foi um dia usada para ferir, eram e são e sempre serão a minha verdade, não me importa se ferem ou transformam, são palavras, expressões de sentimentos legítimos, se olhasse nos olhos, saberia ler que por dentro são palavras ainda mais duras, verdades mais cruéis, não quero, não vou, levantar a voz disse o que queria dizer, talvez não tudo, mas não importa, não serviria de nada continuar falando, palavras não fazem a dor desaparecer, não quero mais nada, vai passar. Minhas verdades, são só minhas e não valeria de nada explicar que não faço para ferir, não quero explicar nada.

São os grandes e pequenos tombos e tropeços da vida que nos tornam mais fortes e formam quem somos, dei um rasante sobre a terra vermelha, ali, onde me parecia haver um belo riacho, devia ser o calor, a vista confundiu, caí, foi feio, mas não quebrei a asa, apenas feri, ainda sangra, nessa poça de sangue, encaro meu rosto, olhos fundos, mais ainda mantém seu brilho, a ferida vai cicratizar, e baterei as asas novamente, levando em meu coração penas mais uma cicatriz entre tantas outras, aprendendo pela dor o que poderia ter visto apenas com os olhos, mas sou assim, me encanto e me deixo levar. Culpa minha, não existe mais motivo para dizer duras palavras, acreditei no quis ver, fechei meus olhos, mergulhei, e o fiz pelo simples querer.

As lágrimas vão secar, e tão logo o sol me aqueça, esquecerei de tudo, belo castelo construído sobre o nada, construí porque quis, e não há motivos para culpar qualquer outro, seria mais fácil realmente, pois sempre o é, mas não o faço, por saber que ando e voo, por onde bem entendo e que de maus passos só quem sabe sou eu, eu vi a curva e caminhei por ela, entre belas árvores cheias de flores e frutas, de cores intensas, e cada passo, andei sorrindo, nada paga a felicidade de ter andado por tão bela trilha, nem a tristeza, de chegar no fim do caminho, acabou, é hora de achar um atalho para a estrada.

É certo que neste momento, me sento olho para trás, tentando entender, mas não quero no fundo pensar mais, estou ao sol, esperando o coração aquecer, e ele irá. Esta é a certeza que guardo, trilhei porque quis, andei porque bem entendi, então não existe culpa que não seja minha, não existem momentos que não tenha buscado.

Vês, estou escrevendo, belas palavras, com sangue e lágrimas em um pouco de areia do que sobrou, não apagaria as duras palavras escritas com fúria, entre lágrimas, mas hoje, já não sinto mais isso, o sangue seca, a ferida fecha e a vida que segue, é linda, é minha e como sempre será vivida.


CovardeCanalhaMentiroso


Canalha, covarde, mentiroso, ator, cínico, mentiu, com toda pompa e máscara, mentiu, espero que o jogo tenha sido bom, que tenha se divertido, foi bom para você, se divertiu? Trepou com a garota gostosa do bar? Fugiu um pouco de sua própria mesmice? Me fez voltar, acreditar em algo que nunca existiu, me tirou do eixo, está feliz agora? Mais realizado? Ator! Espero que esteja feliz, não me conhece, voarei longe, longe, voarei, tentei te mostrar a vida, apresentar felicidade, não quis fingir, espero que tenha sido bom, no fundo, já sabia, te disse, te disse que sabia, você negou, se lembra? Eu me lembro, burra romântica que fui, acreditei sem querer acreditar, me pediu para olhar nos teus olhos e crer, burra, senti e vivi, e te digo mais, muito mais do que não disse, amei, mas foda-se, porque você não merece, nunca mereceu, nem nada do que foi para mim, você não mereceu, é covarde demais, cego demais, cínico demais.

Vá, vá e seja feliz em sua mesmice, em seu grande amor, como se eu acreditasse em tais palavras, pois não acredito mais em nem teus olhos, cínico, ator, burro, não sabe o que é, mas eu fiz o que deveria ter feito por você, mesmo supondo as consequências, burra eu, por saber levar, mas tudo bem, me supero, foda-se, foi, acabou, foram duas boas gozadas, era só isso que você queria, que bom, conseguiu.

Pena ser assim, acreditei, problema meu, dor minha, não é assim? Covarde, mentiroso, cuzão, é, é, é sim, pois disse o que não sentia, olhou como devia, com teus olhos mentirosos, com desejos que nunca teve, com lágrimas que nunca realmente chorou, mentiroso, meticuloso, calculista, cretino, vá, e viva sua triste vida.

Covarde, me fez crer, acreditar, num castelo de areia que o mar já levou, daqui, meu querido, não restará carvão algum, foi fogo de palha, e da palha, quando queimada, não resta nada, nem história, nem pó, nem nada, apenas isso, o saber do ser covarde, nunca o fui, ainda o és, talvez sempre sejas, o sentimento da enganação.

Foda-se, pois já vivi demais para sofrer por canalhas, por ordinários, e quer saber, sim, a definição de canalha, de sua própria boca: filho-da-puta, é isso, deveria ter sido apenas um chinfrim, mas não, foi o que realmente és, um ordinário, canalha, covarde, faz-se crer no que bem queira, nesse seu amor que muda de lugar quando no lugar comum, fingido, cretino, leia bem, pois não leras mais palavra alguma de mim, fingido fuja, corra para tudo o que acredita em tuas belas mentiras.

Mentes para si mesmo, não é problema meu, nunca foi, até o momento em que resolvi acreditar, fingido, falasse a verdade, ainda seria a mesma que fui nesses dias, falasse, fosse honesto, nunca foi, não me digas que acreditei no que quis, pois acreditei em tuas pelavas, em teus olhos mentirosos, em lágrimas falsas, engoli o salgado de teus olhos, antes fossem doces, mas eram salgados, problema meu, vivi, sozinha, pois se como me dizes, estavas confuso, sim, foi sozinha, problema meu, mas voarei, como sempre o fiz, sem dar satisfações.

Cartesiano de merda, quer da vida o que lhe é mais fácil de lidar, o que sabes que pode controlar, teve um pássaro nas mãos, preferiu a sombra de algo que não o incomode, sem sabor, sim é sem sabor, sem paladar algum, não diga que não sei do que falo, pois sei, cartesiano de merda, quer tudo em seu devido lugar, passará pela vida sem tê-la vivido realmente, problema seu, vida sua.

Leia bem estas palavras e lembre de meus olhos, pois estes nesta noite, derramaram lágrimas que nunca verás, nesta noite, nesta mesma noite, estes olhos esquecerão dos teus, olhos cheios de mentiras e máscaras, esqueças todos os confetes, foram feitos à pessoa errada, pensei, refleti, senti, tudo nem tão errado assim, poderia ser mais, cartesiano de merda, será, em pouco tempo, realmente um chinfrim, mas não penses que não levarei algo de bom de tudo isso, levarei a certeza de que existe algo, não em você, mas em mim, mais forte do que tudo isso que estupidamente chamei de amor, fiz planos, acreditei, tenha a certeza que desta sairei mais forte, pois sairei, tão rápido quanto um pássaro no outono.

Não guardo, um adeus saudoso, uma memória de algo realmente vivido, foi pura encenação, tua, um belo espetáculo, merecias não apenas a palma de ouro, mas que saber um oscar, ou qualquer coisa que o valha, fui uma peça, na qual fui mera coadjuvante, poderia ter sido mais, mas no palco de mentiras, reinarás sozinho, num monólogo, mas não se preocupe, meu belo ordinário, ainda restarão almas neste mundo que acreditem em tuas mentiras, eu própria me enganei, quando olhando em teus olhos, mas sabendo de tuas mentiras quando longe, mas sou caso à parte, pelo que dizes, vim do mesmo planeta que você, então, era de se esperar que o conhecesse melhor que qualquer outro, não é mesmo?

Te trouxe ao meu mundo, disse que queria, mais, entretanto, não conseguiria segurar a barra de algo novo, de algo intenso, sem metas, sem planos, algo, realmente vivido, não tem culhão, não poderia encarar, não tem coragem , sim, é um cartesiano de merda, com mil defeitos, assim como eu, mas que não sabes aceitar e superar, é, e será sempre, um cartesiano de merda, sua empolgação pelo novo passou, não me fale em amor, não acredito em tuas belas palavras, são apenas retratos do que deveria ser mas não és, pena, tinha tudo para ser, viva, te peço que viva, pena não saber viver...

Vá, para bem longe, seja feliz, em tuas escolhas, não é triste nem saudoso esse adeus, pois não se diz adeus ao que nunca teve.

3.6.07

CartaÀUmAmigoEspecial


Querido amigo, sinto por ser desta forma, mas conosco sempre foi meio assim mesmo, já acostumei, sinto se te prejudiquei de alguma forma, se entre nossas brincadeiras havia espaço para interpretações, sempre deixamos espaço, sempre brincamos, sempre provocamos e não deveríamos, mas sempre fomos assim, digo sempre, pois mesmo a distância e as circunstâncias, nos espaços, ainda lembramos, ainda brincamos e saberemos sempre de nossas brincadeiras, de nossos tapas na cara, dos nossos cala boca, sempre haverão os nossos, as nossas coisas.

Levarei na lembrança tua amizade, nossas risadas, e mesmo longe será eternamente um amigo querido.

Mas quero que saibas que realmente sinto e sabe que vindo de mim, não preciso me explicar muito, você sempre sabe (sempre soube, droga!), te desejo tudo de bom, que essa tempestade passe logo e que as coisas se acertem, não fique bravo pelas palavras usadas contra mim, eu não fiquei... Você sabe que sei tanto sobre mim que tais palavras não me fariam perder o dia, na verdade (ah vou falar mesmo) dei risada, mas depois fiquei triste, não por mim, mas por imaginar como isso deve estar sendo para você, não queria isso, de verdade, sabe que sempre respeitei sua situação, e sempre dei força para que se acertassem, continuarei dando, mesmo de longe, torcendo para que dê tudo certo, tenha calma, fale com ela daquela seu jeito manso (você sabe ser manso quando quer, então o seja!) diga que eu sumi, e sumirei, continuarei levando as coisas leves, com saudades da nossa amizade, mas levarei.

Queria poder te contar, das coisas maravilhosas que estão acontecendo, sei que ficaria feliz por mim, que daria força, você iria gostar dele, tenho certeza, quem sabe um dia, nesses desencontros da vida você nos veja felizes e fique feliz por mim, (sei que ficará, pois me deseja tão bem quanto te desejo).

Querido amigo, te levarei em minhas lembranças, nas risadas que demos, te levarei guardado, como uma bela amizade, que não morreu, nem vai. Pensarei que foi viajar para longe, sem data para voltar e que aonde estás, estarás bem, feliz, vivendo, como sempre quis.

Um Beijo no Coração, Fica com Deus